Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF-DF) encontraram ossadas humanas e um saco de cinzas com nome de mulher dentro de uma mala velha e lacrada sem documentação no bagageiro de um ônibus na sexta-feira (12). A abordagem ocorreu na BR-020, em Planaltina (DF).
Ao abrir a mala precária e sem documentação, a polícia localizou ferramentas de construção civil bastante usadas — como alicate, facão e prumo — e uma caixa plástica com ossada humana sem identificação. Também foi apreendido um invólucro contendo cinzas humanas com etiqueta de nome de mulher.
Abordagem inusitada
O policial Genaro Mendes, responsável pela abordagem, relatou que a situação foi “bastante inusitada” e que a disposição da mala chamou atenção.
“Quando fiscalizamos ônibus de turismo, normalmente estamos atentos à localização de drogas, armas, medicamentos irregulares e outros ilícitos. Desta vez, porém, encontramos uma ossada humana e cinzas humanas sendo transportadas sem a documentação sanitária exigida e sem as condições adequadas para esse tipo de transporte”, afirmou Mendes em nota da PRF.
Mendes destacou que a mala era antiga, mas fechada com cadeado de boa qualidade, o que despertou curiosidade: “Pensei: ‘Tem alguma coisa errada aí'”. A presença das ferramentas antigas junto às ossadas e cinzas explicou “o motivo de toda aquela preocupação em manter a bagagem fechada”.
Transporte irregular pode configurar crime
O transporte de carga funerária exige autorização formal para translado, incluindo guias emitidas pela administração do cemitério ou Vigilância Sanitária, e uso de urnas adequadas. O transporte irregular configura, em tese:
– Vilipêndio a cadáver – Art. 212 da Lei nº 2.848/1940 (Código Penal)
– Perigo para a vida ou saúde de outrem – Art. 132 da Lei nº 2.848/1940 (Código Penal)
Investigação em andamento
Por falta de documentação, o material apreendido, o motorista responsável pelo veículo e os demais elementos da ocorrência foram apresentados na 16ª Delegacia de Polícia Civil, em Planaltina. O proprietário da carga não foi localizado e a investigação continua para apurar responsabilidades dos envolvidos.
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