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Goiás supera média nacional e avança na redução de perdas de água

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Garantir água tratada nas torneiras passa por um desafio que muitas vezes permanece invisível para a população: evitar que o recurso se perca antes de chegar aos imóveis. Vazamentos ocultos, falhas operacionais e problemas na medição estão entre os fatores que impactam a eficiência dos sistemas de abastecimento em todo o país.

Nesse cenário, Goiás e sua capital vêm se destacando nacionalmente. Dados do Estudo de Perdas de Água 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em conjunto com a GO Associados, mostram que o estado e seus principais municípios figuram entre os mais eficientes do Brasil na redução do desperdício de água.

O levantamento utiliza informações do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) referentes a 2024 e avaliou os 100 municípios mais populosos do país, que concentram mais de 40% da população brasileira.

O que significa reduzir perdas de água?

Quando menos água é perdida ao longo da distribuição, mais eficiente se torna todo o sistema de abastecimento. O resultado é uma operação que exige menor pressão sobre os mananciais e oferece maior segurança para atender à população.

A redução das perdas também contribui para o uso mais racional dos recursos hídricos, especialmente diante dos desafios impostos pelo crescimento urbano e pelas mudanças climáticas.

Por isso, o indicador é considerado uma das principais referências para medir a qualidade da gestão dos sistemas de abastecimento.

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Perdas de água colocam Goiânia entre as melhores do país

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Capital goiana alcança menor índice nacional de perdas por ligação (Foto: Saneago)

No estudo, Goiânia aparece pelo quinto ano consecutivo como a capital brasileira com o menor índice de perdas de água na distribuição, registrando 11,45%.

A cidade também alcançou o menor índice nacional de perdas por ligação, indicador que mede o volume desperdiçado em relação ao número de imóveis atendidos.

Outro destaque foi o reconhecimento de Goiânia como município de excelência. Para alcançar essa classificação, é necessário registrar perdas de até 25% na distribuição e apresentar baixos índices de perdas por ligação.

Entre os 100 municípios avaliados, apenas 12 atingiram simultaneamente esses parâmetros.

Goiás supera média nacional e avança rumo às metas futuras

O estudo apontou que Goiás registrou perdas de 27,13% na distribuição de água, resultado significativamente melhor que a média nacional de 39,53%.

O estado também apresentou o menor índice de perdas por ligação do país, reforçando o desempenho alcançado pelos sistemas de abastecimento.

Embora o levantamento utilize dados de 2024, os indicadores mais recentes mostram avanços adicionais. Segundo a Saneago, Goiás registra atualmente aproximadamente 22% de perdas na distribuição, percentual inferior ao limite de 25% estabelecido pelo Novo Marco Legal do Saneamento para 2033.

Como a redução das perdas de água é alcançada?

Os resultados são consequência de ações permanentes voltadas à eficiência operacional dos sistemas de abastecimento.

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Entre as medidas adotadas estão investimentos em tecnologia, controle de pressão das redes, pesquisa e reparo de vazamentos ocultos, modernização de equipamentos, substituição de hidrômetros e aprimoramento dos processos operacionais.

Essas iniciativas permitem identificar falhas com maior rapidez, reduzir desperdícios e ampliar a eficiência da distribuição de água tratada.

Além de contribuir para a preservação dos recursos hídricos, as ações ajudam a garantir mais segurança no abastecimento para a população.

Anápolis e Aparecida também se destacam

O desempenho positivo não se limita à capital. Os municípios de Anápolis e Aparecida de Goiânia também aparecem entre os destaques nacionais no indicador de perdas por ligação.

Anápolis ocupa a 10ª posição no ranking, enquanto Aparecida de Goiânia aparece em 12º lugar.

Os resultados reforçam a presença de cidades goianas entre as referências nacionais em gestão eficiente da água e evidenciam a importância de investimentos contínuos para reduzir desperdícios e fortalecer a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento.

Menos perdas de água significam mais eficiência, maior preservação dos mananciais e mais água disponível para atender a população. Em um cenário de crescente preocupação com a segurança hídrica, os indicadores mostram que a gestão eficiente dos recursos pode gerar benefícios diretos para o presente e para as próximas gerações.

Fonte: Agência Goáis de noticia

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