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Goiás registra queda de 29,8% nos roubos de celulares em 2025

No ranking nacional, apenas Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Amazonas apresentaram queda percentual maior no número de roubos de aparelhos.
Goiás registra queda de 29,8% nos roubos de celulares em 2025. Foto: Benedito Braga

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Goiás registrou em 2025 uma queda significativa nos índices de roubos e furtos de celulares, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. A redução mais notável ocorreu na modalidade roubo: a taxa recuou 29,8%, passando de 82,4 para 57,9 ocorrências por 100 mil habitantes, com o total de casos caindo de 6.057 para 4.295 — 1.762 ocorrências a menos em relação a 2024.

No ranking nacional, apenas Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Amazonas apresentaram queda percentual maior no número de roubos de aparelhos. Em todo o país, a taxa de roubo de celulares diminuiu 18,6%, de 177,7 para 144,7 casos por 100 mil habitantes.

Goiás também registrou retração nos furtos de celulares. Os registros de furtos passaram de 14.071 para 12.049, com a taxa caindo de 191,4 para 162,3 ocorrências por 100 mil habitantes — uma redução de 15,2% e 2.022 casos a menos em um ano. O movimento estadual contrasta com a tendência nacional, onde a taxa de furto de celulares teve leve alta de 0,9%, ao subir de 224,5 para 226,6 ocorrências por 100 mil habitantes.

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Somando as duas modalidades (roubo e furto), Goiás contabilizou 16.344 casos em 2025, ante 20.128 em 2024 — uma diferença de 3.784 ocorrências a menos. A taxa combinada caiu de 273,8 para 220,2 casos por 100 mil habitantes, uma retração de 19,6% — a terceira maior do país, atrás apenas de Rio Grande do Norte e Mato Grosso, e mais do que o dobro da redução observada nacionalmente (7,7%).

Com esse desempenho, Goiás apresentou a sexta menor taxa de roubos e furtos de celulares entre as unidades da Federação, ficando atrás de Rio Grande do Sul, Paraíba, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Metodologia

O Anuário utiliza o volume de ocorrências policiais registradas pelas secretarias de segurança dos estados. As taxas são calculadas com base nas estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Contexto e possíveis explicações

Especialistas em segurança pública apontam que quedas expressivas em crimes contra o patrimônio podem refletir ações integradas, como operações policiais direcionadas, melhorias no combate a receptadores, políticas de prevenção e campanhas de orientação à população sobre mecanismos de proteção de aparelhos. Mudanças na dinâmica urbana e na presença policial também influenciam os resultados, segundo analistas.

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