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Adolescente de 13 anos faz pronunciamento após fuga com jovem de 19 anos e defende família de acusações nas redes

“Meus pais não têm culpa de nada. Minha família não tem culpa de nada. Eu e esse menino… a gente tem mais culpa, porque a gente sabia das consequências”, afirma.
Adolescente de 13 anos desaparece em Anápolis após contato com homem pelo Discord. Foto: Reprodução

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Ana Clara Alves Silva, de 13 anos, que desapareceu na madrugada de domingo (6) em Anápolis, Goiás, após fugir de casa com um jovem de 19 anos que conheceu pelo Discord, fez um pronunciamento em vídeo nesta quinta-feira (10) para esclarecer o caso e pedir que as pessoas parem de acusar a família dela.

Segundo o relato de Ana Clara, ela conheceu o jovem por intermédio de uma colega de sala, Sofia Rafaela, que apresentou os dois dizendo que “combinavam” e tinham os mesmos gostos. A menina conta que, depois que a amiga passou seu número para o rapaz, a própria Sofia disse sentir ciúmes da aproximação entre os dois, mas que isso não a impediu de continuar conversando com ele.

A fuga ocorreu na madrugada, enquanto todos em casa dormiam. Ana Clara diz que apenas comentou com o rapaz que queria fugir, e que foi ele quem organizou tudo. Inicialmente, amigas da adolescente chegaram a relatar à família que o jovem teria prometido levá-la para o Canadá, mas a Polícia Civil informou que o plano era ficar em uma casa alugada em Anápolis mesmo.

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“Meus pais não têm culpa de nada. Minha família não tem culpa de nada. Eu e esse menino… a gente tem mais culpa, porque a gente sabia das consequências”, afirma.

A adolescente foi encontrada na tarde de quarta-feira (9) em Anápolis, após três dias desaparecida. O jovem de 19 anos foi preso em flagrante, suspeito de estupro de vulnerável e cárcere privado.

De acordo com a Polícia Civil, Ana Clara não apresentava lesões quando foi resgatada, mas o crime de estupro de vulnerável é configurado pela lei em razão da idade dela (13 anos), independentemente de haver ou não violência física. A delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, classificou a situação como aliciamento e alertou as famílias sobre os riscos do uso de celulares e aplicativos por crianças e adolescentes.

O caso segue sob sigilo na Polícia Civil de Goiás, por envolver menor de idade.

Assista;

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