Durante entrevista concedida nesta terça-feira (8), o Secretário da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, afirmou que o atraso do Ministério da Saúde (MS) para adquirir seringas e agulhas não afetará a vacinação contra a covid-19 no Estado. “Compramos individualmente 2,5 milhões de unidades”, disse o titular.
O secretário explicou que a demora não terá impacto no Estado pois o quantitativo de seringas e agulhas que vier do MS será utilizado em “demais fases” e “na aplicação de outras vacinas”. “Qualquer atraso do Ministério, a priori, não afeta Goiás”, garantiu.
Segundo Ismael Alexandrino, as unidades adquiridas pela SES-GO são o bastante para vacinar os grupos prioritários no Estado e servirão “não apenas para a primeira fase”. Os pacientes com prioridade, de acordo com o secretário, são cerca de 1,8 milhão de pessoas. “Conseguimos segurar a barra até que o Ministério da Saúde envie as unidades”, frisou, ao acrescentar que o quantitativo comprado “é o bastante para ações no ano que vem”.
Ainda conforme o titular da SES-GO, a vacinação em Goiás tem previsão de início para o final de fevereiro e seguirá cronograma do MS.
Distribuição igualitária
O governador Ronaldo Caiado defendeu, durante visita a Brasília para reunião com ministros do governo federal, a “distribuição igualitária” das vacinas entre os Estados. “Por exemplo, Goiás tem 1,8 milhão incluídos as áreas de saúde, segurança pública e o grupo de risco. Esses são os que precisam imediatamente”, continuou.
A afirmação de Caiado veio após posicionamentos do governador de São Paulo, João Doria, de que qualquer pessoa dentro do território paulista poderia receber a Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. “Não cabe a nenhuma autoridade ficar oferecendo vacina a ninguém. Isso é prerrogativa do governo federal”, declarou o governador de Goiás.
“Concentre toda a vacina no Ministério da Saúde e distribua de acordo com o grupo de risco, saúde e segurança pública. Essa é a ordem que tem que ser dada, e eu falo como médico”, pontuou Caiado.
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