Uma bebê de 52 dias foi internada com diversas fraturas pelo corpo no Hospital Municipal de Morrinhos, no sul de Goiás, após dar entrada na unidade com sinais de lesões graves. Segundo a Polícia Militar, a equipe médica acionou o Serviço Social, o Conselho Tutelar e os militares diante da gravidade do caso.
A mãe e o pai de registro da criança foram presos em flagrante suspeitos de maus-tratos. De acordo com o delegado Fabiano Jacomelis, a mãe chegou a ser solta posteriormente pela Justiça. Como os nomes não foram divulgados, a reportagem não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos para ouvir posicionamento.
O caso aconteceu na última sexta-feira, dia (31). Conforme o major Vinicius de Araújo Camargo, da Polícia Militar, a bebê apresentava fraturas nos membros superiores e inferiores, além de edemas. Exames de raio-X mostraram múltiplos ossos quebrados.
O major afirmou que a ocorrência causou forte comoção até mesmo entre os policiais que atenderam a situação. “Deixou em choque, em comoção, até mesmo os policiais militares que realizaram o atendimento. As imagens dos exames feitos na criança são chocantes”, declarou.
A diretora do Hospital Municipal de Morrinhos, Rhalsia Aparecida Fernandes, informou ao g1 que a criança foi levada pelo pai em um carrinho. Ele teria dito que a filha chorava muito e aparentava sentir dores. Ainda segundo a diretora, um profissional da recepção percebeu um inchaço na região do ombro.
Após os exames, os médicos constataram fraturas nas duas clavículas, nos dois úmeros e nos rádios e ulna de ambos os braços. Parte das lesões é considerada cirúrgica, o que motivou a transferência da bebê para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde ela permanece internada.
Segundo a Polícia Militar, mãe e pai foram ouvidos, mas as explicações apresentadas não esclareceram como a bebê sofreu tantas lesões. Eles alegaram que a criança teria ficado sob os cuidados de uma terceira pessoa, mas não souberam informar nome, endereço ou qualquer dado que permitisse localizá-la.
O delegado informou que as investigações continuam para esclarecer a origem das fraturas e identificar os responsáveis pelas agressões. O pai biológico da bebê também já foi ouvido e disse não ter conhecimento das lesões.
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