Diante do aumento nos números de casos da febre amarela, algumas pessoas tem procurado os postos de saúde em Goiânia com medo de que a doença se espalhe no Estado. A preocupação está associada ao fato de que, em uma semana, os casos confirmados triplicaram e os números de mortes causadas pelo vírus dobraram.
Entre Julho de 2017 e 14 de janeiro de 2018, foram registrados 35 casos e 20 mortes. Os números são do Ministério da Saúde, que atualizou nesta terça-feira (23), os dados de febre amarela no país.
A atualização do boletim no dia 23 de janeiro mostra que os casos confirmados subiram para 130 com 53 mortes por febre amarela. A maioria dos casos estão concentrados na região Sudeste do país.
De acordo com o biomédico da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), Hélio Filho, desde abril de 2017 a vacinação passou a ser dose única, então não é necessário tomar uma nova dose.
Ele reforçou também que a população de Goiás não precisa se preocupar com o aumento no número de casos da doença no Estado. “Diferente de alguns Estados, como por exemplo São Paulo, Goiás está em uma região com recomendação da vacina. Então é obrigatório tomar a vacina quando criança. Se, por algum motivo, o paciente não tomou a vacina, é só procurar um posto de saúde para ser imunizado”, afirma.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, por Goiás ser uma área de recomendação da vacina, a cobertura vacinal no Estado está acima dos 95% recomendados pelo Ministério de Saúde. Ou seja, o risco de que a doença se espalhe na região é mínimo.
Sobre os últimos casos de febre amarela registrados em Goiás, o biomédico justificou que as vítimas eram de outras regiões do país. “Em 2016 foram confirmados três casos de febre amarela no Estado. Em 2018, apenas um caso. É importante lembrar que as pessoas infectadas vieram de outro Estado do País onde, diferentemente de Goiás, não tinha recomendação de vacina e por isso contraíram a doença”, afirma.
Em 2018 nenhum caso foi confirmado em Goiás. Em todo o Estado, 28 macacos foram encontrados mortos e eles foram encaminhados para análise para investigar as causas da morte. Nenhum resultado foi divulgado.
Apesar dos números nacionais serem expressivos, os gráficos do Ministério da Saúde apontam uma queda no número de casos em relação ao ano passado. Em 2017, até 23 de janeiro, o país contabilizava 397 casos da doença com 131 mortes.














































