Bolsonaro participa da entrega de espadins aos cadetes da Aman

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O presidente Jair Bolsonaro participou, neste sábado (14), da cerimônia em que 409 cadetes do 1º ano da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, sul do estado do Rio, receberam a réplica reduzida da Espada de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro.

Bolsonaro não falou à tropa durante a tradicional solenidade de entrega de espadins aos novos cadetes. O ministro da Defesa, general Walter Braga Netto fez o discurso de saudação das Forças Armadas aos formandos. Braga Netto disse aos cadetes que a profissão deles é um verdadeiro sacerdócio.

“Orgulhem-se de pertencer a uma das instituições mais respeitadas pela população brasileira. O país deposita nos militares a confiança no trabalho profissional e patriótico. Atualmente cresce de importância a busca de fontes idôneas. Confiem na cadeia de comando e na lealdade de seus líderes e superiores. Eles representam a palavra oficial da Força. Nossas Forças Armadas sempre foram protagonistas dos principais momentos na história do país. Vocês são herdeiros de uma história de glória e heroísmo”, afirmou o ministro.

Em outro trecho do discurso, Braga Netto destacou que o braço forte e a mão amiga acompanharam a evolução social, política e militar do país, seguindo o exemplo do patrono da Força, o Duque de Caxias, e dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira.

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O ministro ressaltou que o país precisa cultuar a memória de seus heróis e manter vivas suas raízes e tradições. “Reafirmo que as Forças Armadas continuarão com fé em suas missões constitucionais como instituições nacionais e permanentes com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, para assegurar a defesa da pátria, a defesa da soberania, da independência e harmonia entre os poderes e na manutenção da democracia e da liberdade do povo brasileiro.”

Antes, o comandante da Aman, general de Brigada Paulo Roberto Rodrigues Pimentel, discursou, dizendo aos cadetes que o compromisso assumido por eles “descortina um belo horizonte pela frente. Inicia-se uma extensa caminhada de realizações, fundamentada em sacrifícios diários que, em seus primeiros passos, devem ser direcionados para os desafios da formação acadêmica”.

Cadetes

Ao término do discurso, Bolsonaro entregou o espadim ao primeiro colocado da turma, o cadete Pedro Henrique Conegatto do Amaral. Em seguida, o presidente desceu do palanque e foi cumprimentar os formandos e seus familiares, quando recebiam os espadins dos padrinhos e madrinhas. Bolsonaro ficou por mais de 10 minutos junto aos cadetes e seus parentes e tirou fotos com vários deles.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, entrega de Espadim ao cadete Pedro Henrique Conegatto do Amaral, primeiro colocado da Turma Bicentenário do General João Manoel Menna Barreto.O presidente da República, Jair Bolsonaro, entrega de Espadim ao cadete Pedro Henrique Conegatto do Amaral, primeiro colocado da Turma Bicentenário do General João Manoel Menna Barreto.

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O presidente Jair Bolsonaro entrega o espadim a Pedro Henrique Conegatto do Amaral, primeiro colocado da turma General João Manoel Menna Barreto. – Marcos Corrêa/PR

A Turma General João Manoel Menna Barreto é formada por 367 homens e 42 mulheres. Eles são oriundos de todo o Brasil e de nações amigas, sendo 211 da Região Sudeste, 71 do Sul, 61 do Nordeste, 42 do Centro-Oeste e 16 do Norte.

Dos cadetes de nações amigas, três são de Camarões, dois da Guiana, dois do Senegal e dois do Panamá.

Pandemia

Devido às medidas impostas em razão da pandemia de covid-19, o evento deste sábado na Aman teve a presença restrita de convidados, autoridades civis e militares. Para evitar aglomeração, o público foi dividido por setores.

Além disso, o tradicional Baile de Gala do Espadim foi cancelado.

Edição: Nádia Franco

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POLÍTICA NACIONAL

Lula demite Silvio Almeida após denúncias de assédio sexual

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu na noite desta sexta-feira (6) demitir o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, depois das denúncias de assédio sexual. 

“O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em nota.

A Polícia Federal abriu investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos.

“O governo federal reitera seu compromisso com os Direitos Humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada”, completou a nota. 

Silvio Almeida estava à frente do ministério desde o início de janeiro de 2023. Advogado e professor universitário, ele se projetou como um dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade ao publicar artigos e livros sobre direito, filosofia, economia política e, principalmente, relações raciais.

Seu livro Racismo Estrutural (2019) foi um dos dez mais vendidos em 2020 e muitos o consideram uma obra imprescindível para se compreender a forma como o racismo está instituído na estrutura social, política e econômica brasileira. Um dos fundadores do Instituto Luiz Gama, Almeida também foi relator, em 2021, da comissão de juristas que a Câmara dos Deputados criou para propor o aperfeiçoamento da legislação de combate ao racismo institucional.

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Acusações

As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles na tarde desta quinta-feira (5) e posteriormente confirmadas pela organização Me Too. Sem revelar nomes ou outros detalhes, a entidade afirma que atendeu a mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente por Almeida.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentam dificuldades em obter apoio institucional para validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, explicou a Me Too, em nota.

Segundo o site Metrópoles, entre as supostas vítimas de Almeida estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Horas após as denúncias virem a público, Almeida foi chamado a prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu abrir procedimento para apurar as denúncias. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou, em nota, que “o governo federal reconhece a gravidade das denúncias” e que o caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”. A Polícia Federal (PF) informou hoje que vai investigar as denúncias.

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Em nota divulgada pela manhã, o Ministério das Mulheres classificou como “graves” as denúncias contra o ministro e manifestou solidariedade a todas as mulheres “que diariamente quebram silêncios e denunciam situações de assédio e violência”. A pasta ainda reafirmou que nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada e destacou que toda denúncia desta natureza precisa ser investigada, “dando devido crédito à palavra das vítimas”.

Pouco depois, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, publicou em sua conta pessoal no Instagram uma foto sua de mãos dadas com Anielle Franco. “Minha solidariedade e apoio a você, minha amiga e colega de Esplanada, neste momento difícil”, escreveu Cida na publicação.

Fonte: EBC Política Nacional

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