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Casal de Niquelândia é denunciado por tráfico de pessoas após tentar comprar recém-nascido no Marajó

O policial militar da reserva Adedilço Alves Viana, de 58 anos, e Brenda Rodrigues dos Santos, de 28, são acusados de tentar comprar um bebê na Ilha do Marajó, em novembro de 2025.
Casal de Niquelândia é denunciado por tráfico de pessoas após tentar comprar recém-nascido no Marajó. Foto: Reprodução

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Um casal de Niquelândia, no Norte de Goiás, foi denunciado pelo Ministério Público do Pará (MPPA) pelo crime de tráfico de pessoas. O policial militar da reserva Adedilço Alves Viana, de 58 anos, e Brenda Rodrigues dos Santos, de 28, são acusados de tentar comprar um bebê na Ilha do Marajó, em novembro de 2025.

Investigação revela roteiro em busca de famílias vulneráveis

Segundo as investigações, os dois viajaram ao Pará em 28 de novembro de 2025 com o objetivo de adquirir um recém-nascido. Eles passaram por três cidades da região do Marajó — Salvaterra, Melgaço e Portel — procurando famílias em situação de vulnerabilidade social.

Em Melgaço, o casal ofereceu entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por uma bebê de dois meses. A negociação foi interrompida quando a mãe da criança desistiu de vender a filha.

A apuração aponta que Adedilço e Brenda chegaram a procurar o Conselho Tutelar, mas desistiram do procedimento de adoção legal. Segundo relatos, o policial da reserva afirmou que o processo legal “seria mais trabalhoso e iria demorar muito tempo”, enquanto a companheira alegou que era “muito cheio de burocracia”.

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Diante disso, eles passaram a buscar intermediários que pudessem facilitar a adoção ilegal. Em Portel, um dos contatos feitos pelo casal decidiu colaborar com a polícia.

Com a colaboração do intermediário, a Polícia Civil do Pará montou uma operação para monitorar os suspeitos. O homem manteve contato com Brenda enquanto fornecia informações aos investigadores.

A prisão em flagrante ocorreu em dezembro de 2025. Durante a abordagem, foram apreendidos uma arma de fogo, roupas de recém-nascido, fraldas, uma mamadeira e três celulares. Segundo a Polícia Civil, os aparelhos continham certidões de nascimento de bebês de outros estados.

MP pede R$ 100 mil por danos morais coletivos

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça de Portel, Ronaldo Carvalho Bastos Júnior. Além do pedido de julgamento do casal por tráfico de pessoas, o MPPA solicitou uma indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos em favor das comunidades vulneráveis da Ilha do Marajó.

A audiência de instrução e julgamento ainda não tem data marcada. O caso segue na Justiça paraense para análise dos argumentos da acusação e das defesas.

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