Os casos confirmados de chikungunya em Goiás nos primeiros três meses de 2026 já dobraram o total registrado em todo o ano de 2025. Até agora, o estado acumula 4.477 ocorrências confirmadas, superando a série histórica das primeiras 11 semanas epidemiológicas (até 21 de março), pior que em 2024 — ano com o maior número de confirmações da doença viral. Em 2025, foram 3.510 notificações e 2.130 confirmações.
Os dados vêm do painel de monitoramento de arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO). Comparado ao mesmo período de 2024 (14.484 notificações, com 10.559 confirmadas), há um aumento de 10,7% nas notificações: 6.667 comunicados de um total de 6.694 já registrados, contra 6.020 há dois anos.
Atualmente, 50 municípios têm casos confirmados, e 36 seguem com investigações. Caldas Novas concentra 82,9% do total, com 3.713 confirmações de 5.442 notificações — e registrou o primeiro óbito de 2026. Corumbaíba tem 133 notificações e 127 confirmadas. No Norte, Rialma registra 263 notificações e 227 confirmadas; Ceres, 133 notificações e 112 confirmadas. Em Goiânia, são 117 notificações e 83 confirmações.
A infectologista Marina Roriz, do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), explica que o pico de arboviroses (chikungunya, dengue e zika) ocorre no início do ano, com calor e chuvas favorecendo o Aedes aegypti. “No final do verão, com muita chuva e tempo quente, o mosquito prolifera, e estamos mais ao ar livre. Em abril e maio, com o esfriamento, os casos diminuem. Goiás é endêmica, com registros o ano todo, mas o pico é agora.”
Segundo ela, o aumento também reflete maior conscientização: “As pessoas conhecem mais a doença, pedem exames e há mais diagnósticos.” A chikungunya tem quadros geralmente leves, mas sequelas como dores articulares persistentes (meses ou anos) levam pacientes de volta aos serviços de saúde. Sem tratamento específico, foca-se no alívio sintomático. Os sintomas se assemelham à dengue, mas com dor e prostração mais intensas; internações são raras e curtas.
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