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Chuvas devem amenizar situação crítica da crise hídrica

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Não é de hoje que jornais, rádios, revistas, televisões e internet divulgam a crise no abastecimento em todo o estado. Nascentes estão secando, assim como muitos rios. E não é por menos, a estiagem dessa vez pareceu durar mais que o normal. Com temperaturas que chegaram à 40º em algumas cidades de Goiás o resultado foi um só: o sofrimento.

Para a estudante de educação física, Rayane Gonçalves de 25 anos, o baixo nível do Rio das Almas, que corta as cidades de Ceres e Rialma é preocupante. Ela mora com a mãe, o irmão e os avós, e o consumo de água em casa é grande. “Quanto mais baixo menos água nos deixaremos de ter, a água poderá ser escassa e animais e nos seres humanos passaremos por dificuldades onde poderá a chegar a situações críticas para sobreviver”, disse.

O rio que nasce em Pirenópolis, na região central de Goiás, tem como afluentes outros cinco grandes rios que também estão em situação crítica, como o Rio Uru, o Rio Verde, o Rio do Peixe, o Rio Areias e o Rio Padre Souza. Todos esses desaguam no Lago Serra da Mesa, em Uruaçu no norte, considerado um dos maiores volumes de água da América Latina. Lá o baixo nível do reservatório atingiu a marca de 8% em setembro traz prejuízos para a geração de energia, que fica mais cara; para a produção de peixes; e para o consumo, já que a captação acaba prejudicada.

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Em Ceres e Rialma, o que tem assombrado moradores é o aparecimento das pedreiras no leito do Rio das Almas. São tantas que permitem a travessia à pé. Em muitos trechos, é possível passar sem sequer molhar os joelhos. Na região, uma das hipóteses para a redução do volume é o mau uso do recurso hídrico. Para a bióloga Raquel Oliveira, a culpa é do homem. “O rio está sofrendo impactos principalmente pelo uso excessivo da água para a agricultura, em especial o cultivo de cana”, pontua.

Outros fatores como o desmatamento às margens do Rio das Almas, a retirada de vegetação próximo às nascentes de córregos da região, e a captação irregular de água, contribuem para a manutenção deste cenário. Recentemente, uma indústria sucroalcooleira chegou a ser notificada pela retirada de água do Rio das Almas e afluentes. Questionada, a empresa disse que tem licenciamento para fazer a captação, mas interrompeu a atividade até que a situação seja resolvida.

Agora com a volta do período chuvoso, a expectativa é de que o volume dos rios de Goiás voltem ao normal. Mas para que isso aconteça, também é preciso preservar o meio ambiente. O primeiro passo, segundo a bióloga é proteger as nascentes. “Tem que fazer um isolamento na área, depois um reflorestamento preferencialmente com plantas que são da região. As raízes vão permitir a entrada da água no solo, reabastecendo o lençol freático”, conclui.

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A comunidade também pode ajudar nesse processo, fiscalizando e denunciando o mau uso da água, e principalmente adotar a prática do plantio de árvores.

Previsão do Tempo

Em quase todo o estado há previsão de chuva para o mês de novembro. A probabilidade maior é de 80% para o dia 12 de novembro, segundo o site meteorológico WeatherTAB.

Por Renato Oliveira, jornalista, repórter da PucTV Goiás, pós graduando em assessoria de comunicação e acadêmico de nutrição.

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