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Comitê de Ética da Fifa anuncia suspensão de presidente da CBF

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Nesta Sexta-feira (15), o Comitê de Ética da Fifa anunciou a suspensão do presidente da CBF, Marco Polo del Nero, por 90 dias. Neste período, o dirigente ficará impedido de realizar qualquer atividade ligada ao futebol – e a punição pode ser estendida por mais 45 dias. Após a notícia, a CBF anunciou que o vice Antônio Carlos Nunes de Lima – o Coronel Nunes – assumiu interinamente a presidência.

Segundo o comunicado divulgado pela organização, “a decisão foi tomada diante do pedido do presidente da câmara de investigação, levando em conta a investigação formal sobre o senhor Polo Del Nero”. Del Nero é acusado pelos promotores do Caso Fifa, nos Estados Unidos, de ter recebido US$ 6,5 milhões (R$ 21,5 milhões na cotação atual) em propinas para beneficiar empresas de marketing esportivo em contratos relacionados a Copa América, Copa Libertadores e Copa do Brasil. José Maria Marín, ex-presidente da CBF, é alvo das mesmas acusações.

Desde maio de 2015 o presidente da CBF não sai do Brasil, país que não extradita seus cidadãos, e por isso não foi julgado nos EUA junto com Marin, Juan Angel Napout e Manuel Burga. No Brasil, Del Nero não é acusado de nenhum crime. Mas as dezenas de menções a seu nome em depoimentos, planilhas, gravações e outros documentos tornados públicos pela investigação americana levaram a Fifa a destravar um processo interno aberto há dois anos.

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Em dezembro de 2015, imediatamente após Del Nero ter sido indiciado pelo departamento de Justiça dos EUA por sete crimes (três de fraude, três de lavagem de dinheiro e mais um por integrar uma organização criminosa), o Comitê de Ética da Fifa abriu uma investigação interna, que pouco ou nada avançava. Até o julgamento em Nova York começar. Todas as citações a Del Nero foram enviadas a Zurique.

Procurado para falar especificamente sobre a investigação do Comitê de Ética da Fifa, Marco Polo Del Nero, informou que não poderia comentar, por se tratar de caso em andamento. Em todas as suas manifestações anteriores sobre o “Caso Fifa”, Del Nero afirmou que “nunca participou, direta ou indiretamente, de qualquer irregularidade ao longo de todas atividades de representação que exerce ou tenha exercido”. O presidente da CBF também declarou que “jamais foi membro do Comitê Executivo da Conmebol”. Algo desmentido por documentos da própria Conmebol.

Assim que foi indiciado, Del Nero chegou a se licenciar da presidência da CBF por alguns meses. Quando recebeu um sinal verde da Fifa, reassumiu a chefia do futebol brasileiro. Mas nunca voltou a sair do Brasil.

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