O início das obras do corredor para o ônibus de trânsito rápido (BRT ou Bus Rapid Transit, na sigla em inglês) está previsto para o fim deste mês, prazo ainda mantido pela Prefeitura de Goiânia. Mas não é certo que os trabalhadores estarão nas ruas ainda em abril. A data não foi agendada em definitivo, já que o plano de obras entregue pelo Consórcio BRT, formado pelas empresas Isolux, EPC e WVG, teve de passar por mudanças para incluir exigências do município.
O mais provável é que neste mês só ocorra a finalização do canteiro de obras, localizado na Avenida Goiás Norte, no Setor Urias Magalhães. O plano de obras do Consórcio BRT já foi entregue e devolvido em duas ocasiões e a expectativa é que desta vez ele seja aceito pelos responsáveis pela obra na Prefeitura.
A obra começará em dois trechos diferentes. Uma frente será na Avenida Rio Verde, entre o Terminal do Cruzeiro e o cruzamento com a Avenida Tapajós, e a outra na Avenida Goiás Norte, na altura da Praça do Violeiro e até a Avenida Perimetral Norte.
Na manhã de ontem, pelo menos 30 trabalhadores estiveram no canteiro de obras, onde seria realizada uma seleção para trabalhar na construção do BRT. Mas a princípio serão contratados pedreiros apenas para terminar a construção do canteiro de obras que, até então, recebeu somente o serviço de terraplanagem.
A seleção não chegou a ocorrer por falha da empresa especialista em recursos humanos contratada e, por isso, foi pedido que os trabalhadores voltassem na manhã de quarta-feira, quando outra empresa faria o serviço.
O Consórcio BRT possui apenas dez funcionários contratados, sendo dois terceirizados, que realizam o serviço de segurança e vigilância do canteiro de obras e de cozinha para os trabalhadores e executivos que frequentam o local.
A todo o momento, diversas pessoas chegam para entregar currículos, candidatando-se a várias frentes, desde o serviço administrativo ao de obras. A informação repassada é que, para a obra civil (construção do canteiro), o início dos trabalhos está previsto para amanhã. Para os demais, no entanto, haverá uma reunião a ser marcada a partir da semana que vem para uma definição.
Sem expectativa
Até mesmo os trabalhadores não têm informação de quando as obras nas ruas devem começar, mas é certo de que isso não seria possível antes de terminar o canteiro, que é estimado para ser finalizado até o fim da semana que vem, encerrando o mês de abril. Um dos serviços de início das obras que pode ocorrer ainda este mês é a limpeza dos canteiros centrais que vão receber o corredor, já que grande parte está com mato alto e algumas árvores que atrapalhariam a passagem dos ônibus e serão trocadas.
A estimativa dos servidores é que as máquinas pesadas, usadas para quebrar o canteiro central da avenida, por exemplo, só devem ir para as ruas a partir de julho. Essa informação é baseada nas etapas normais de uma obra desse porte. Faltam ainda algumas soluções burocráticas, como a fiscalização da obra, cuja empresa será escolhida por uma licitação já iniciada pelo Paço, e providências de ordenamento urbano durante o trabalho, como os agentes de trânsito, mudança de rotas e limpeza.






































