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De baterias gigantes a biocombustíveis

Países que não tem a diversidade brasileira para complementar a energia solar e eólica com hidrelétricas e termelétricas a bagaço de cana, agora têm a disposição baterias de lítio com preços compensatórios.
Mario Eugenio Saturno  é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano. Foto: Divulgação

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Os extremistas de direita, bem como os de esquerda têm algo em comum: a paixão por ideologia ou político cega a inteligência e floresce a estultícia. Creem que no Brasil não haja democracia, mas até isso a COP-30 demonstrou haver, afinal as COP anteriores aconteceram em países sem democracia, nem tolerância e, pior, em país produtor de combustíveis fósseis.

Aliás, diante da mais exuberante floresta do mundo, ficou claro que as futuras COP precisam excluir países que não queiram promover a mudança, que sigam o presidente Trump, invistam em petróleo e carvão e afundem diante da incrível tecnologia chinesa que tornou mais barato produzir energia solar e eólica e armazenar em baterias.

Países que não tem a diversidade brasileira para complementar a energia solar e eólica com hidrelétricas e termelétricas a bagaço de cana, agora têm a disposição baterias de lítio com preços compensatórios.

O governador da Califórnia anunciou que atingiu 16.942 megawatts (MW) de capacidade disponível de armazenamento em baterias, um terço da capacidade de armazenamento estimada como necessária até 2045 para ser 100% de energia limpa. Os investimentos em armazenamento começaram em 2019.

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China tem maior capacidade do mundo, atingiu 164 GW de capacidade instalada em sistemas de armazenamento de energia em agosto de 2025. Somente no primeiro semestre de 2025, instalou 100 GW de baterias de lítio.

A Califórnia também aderiu ao Compromisso Global de Armazenamento de Energia e Redes Elétricas, uma iniciativa da COP apoiada por mais de 100 países e organizações. Esse compromisso estabelece metas globais de implantar 1.500 gigawatts de armazenamento de energia, dobrar os investimentos mundiais em redes e construir 25 milhões de quilômetros de nova infraestrutura de transmissão até 2030, para cumprir a meta acordada na COP-28.

O armazenamento de energia é essencial, ao capturar o excedente de energia solar e eólica quando é abundante e liberá-lo durante os picos de demanda, as baterias mantêm a rede estável e permitem depender de energia renovável 24 horas por dia. A Califórnia já completou três anos consecutivos sem sequer precisar emitir um alerta para conservação voluntária, um grande sucesso.

A energia renovável já responde por quase 67% das vendas de eletricidade no varejo dentro do estado, e a Califórnia continua a desativar usinas de combustíveis fósseis e eliminará a energia a carvão de sua matriz elétrica em poucos meses. O Operador do Sistema Independente da Califórnia (CAISO), que atende aproximadamente 80% dos consumidores de eletricidade do estado, atendeu, em média, a demanda com 100% de energia limpa por quase seis horas todos os dias até o momento deste ano.

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O setor brasileiro de biocombustíveis lançou também a Carta de Belém, que propõe um esforço internacional para quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035, seguindo as recomendações da Agência Internacional de Energia (IEA). Os governos também deveriam orientar os donos de carros elétricos qual o melhor horário para abastecer.

Mario Eugenio Saturno (fb. com/Mario.Eugenio.Saturno) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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