O Ministério Público de Goiás investiga o deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) por manter suposta funcionária fantasma na Assembleia Legislativa de Goiás. Conforme a denúncia, alguém assinava a folha de ponto de Lindomar Maria de Jesus Silva, enquanto na verdade a mulher estava em casa. Ambos negam irregularidades e afirmam que ela foi contratada para fazer atividades externas.
As investigações começaram em agosto do ano passado. Entre os dias 22 e 28 de agosto, ela foi monitorada. De acordo com o MP-GO, fotos mostram que, no dia 23, ela estava em casa às 9h. Nesse mesmo dia, na folha de ponto, há uma assinatura que atesta da presença dela das 7h até 13h no trabalho.
Em outro monitoramento, em dezembro, houve mais um indício de irregularidade. No dia 14, ela foi vista saindo de casa para fazer caminhada às 9h18. Na filha de ponto, mais uma vez a assinatura atestava a presença dela no expediente.
A mulher recebe cerca de R$ 10 mil por mês, segundo a Promotoria do Patrimônio Público. “Além de configurar uma atividade fantasma, [pois] a servidora não comparece ao seu local de trabalho, há uma gravidade nos fatos, que caracteriza uma falsidade ideológica, que é um crime”, disse a promotora Villis Marra.
“Alguém atestou o ponto dela como se ela tivesse comparecido naqueles dias, enquanto que ela não compareceu ao seu local de trabalho”, completou Villis Marra.
Em depoimento à promotora, o deputado disse que Lindomar foi contratada para fazer serviços externos e é paga para cuidar de redes sociais e do site dele. O petista disse ao G1, que entregou ao MP relatórios comprovando a produtividade dela e declarou que uma resolução garante a contratação de servidores fora da Assembleia.
A servidora disse à TV Anhanguera que faz trabalho externo e que presta contas das suas atividades à chefia de gabinete e ao deputado.
A ação da promotora foi protocolada nesta terça (6). O denunciante disse a ela que Lindomar foi beneficiada por ser mulher de um político influente, ex-secretário municipal de Trânsito. Agora, a Justiça deve decidir se aceita ou não a denúncia.









































