Opinião

Desconforto entre os Poderes!

Segundo a Constituição Federal, só o Congresso pode ter olhos para avaliar as ações do Poder Judiciário. Curiosamente, depois dessas ingerências todas, o Presidente da República encaminhou ao Senado um manifesto de indignação contra esses abalroamentos todos e o responsável pelo Poder Legislativo disse não ver “justa causa” para um manifesto daquela natureza.

Publicados

Temos visto, nesses últimos dias, a um desconfortável desencontro entre os poderes da República.

Pelo artigo Segundo da Constituição Federal de 1988, os poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser independentes, porém harmônicos entre si. Mas parece que de uns tempos para cá, estão esquecendo o combinado naquele artigo da carta magna do país e começou uma intromissão descuidada dos poderes uns sobre os outros.

Partindo da premissa de que todas as ações executadas na república, por parte dos Presidentes dos Poderes envolvidos devem seguir o acertado previamente no livro de normas nacional.

Basicamente, tudo começou quando o chefe do poder Executivo precisou nomear um subordinado, dentro do que estabelece o Artigo 84 da CF/88 e a indicação não foi aceita por um dos juízes da Suprema Corte. As razões para tal bloqueio, não ficaram suficientemente claras dado que o nomeado já é ocupante de cargo de destaque na estrutura de elite governamental;

Em outro momento, mais uma vez, um juiz da Suprema Corte determinou que os diálogos, ocorridos em uma reunião privada de trabalho, entre o Presidente do Poder Executivo e seus auxiliares, se tornassem públicas, para todo o Brasil, no sentido de que a Nação conhecesse a força da indignação de Sua Excelência especialmente apreciasse o uso de expressões populares, talvez, incompatíveis com o ambiente oficial;

Leia Também:  Uma crítica à propaganda eleitoral antecipada

Em mais um manifesto de intervenção o Presidente do Judiciário agiu como se a sua posição fosse superior a dos outros Poderes e em 14 de abril de 2021, o plenário aprovou a decisão de outro ministro que obrigou o Senado Federal a instalar uma para CPI para investigar as ações e omissões do Presidente da República no tratamento da Covid-19 e que culminou com o óbito  de muitos brasileiros que não resistiram a força da pandemia mortal  e que dizimou milhões de pessoas no planeta, mas que no Brasil teve um culpado e esse culpado precisa ser, na opinião deles, responsabilizado.

Segundo a Constituição Federal, só o Congresso pode ter olhos para avaliar as ações do Poder Judiciário. Curiosamente, depois dessas ingerências todas, o Presidente da República encaminhou ao Senado um manifesto de indignação contra esses abalroamentos todos e o responsável pelo Poder Legislativo disse não ver “justa causa” para um manifesto daquela natureza.

Fica então a pergunta o que será “justa causa” para sua Excelência”?

Professor Cícero Maia – [email protected]

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ARTIGO

O grande erro da oposição

Publicados

em

A oposição ao presidente Bolsonaro está dividida pela mesma visão errada que tiveram os opositores de Lula em 2005. A rejeição atual de Bolsonaro é muito grande, tanto quanto era no primeiro turno de 2018, não me refiro aos números, mas à percepção individual. Se a facada e a necessidade de remover a quadrilha instalada foi o que determinou a vontade popular, é um grande erro crer que esses fatores não se repetirão de outra forma.

Sonham os pensadores oposicionistas que o próprio presidente e suas hostes foram acuados pelo STF, Supremo Tribunal Federal, mas esquecem dos deputados federais e senadores fieis. Tudo bem que seja uma fidelidade bem paga pelo orçamento, o que não é uma ilegalidade, mas o custo para a nação é gigantesco, devem morrer 800 mil por Covid-19 (mortes evitáveis), o que faz esse ganho pessoal quase um ato despatriótico.

Os atos das esquerdas contra Bolsonaro no dia 7 de setembro pelo Brasil, teve um número pequeno de participantes. Os atos da centro-esquerda à direita contra Bolsonaro do dia 12 de setembro seguiram também com pouquíssima adesão e com um agravante em São Paulo, havia um boneco enorme debochando de Lula, ou seja, espantando os simpatizantes do ex-presidente.

Leia Também:  Uma crítica à propaganda eleitoral antecipada

Em suma, não existe uma causa contra o presidente, o expurgo não é a meta e, outrossim, não existe uma união, mas um grande número de facções que se digladiarão para chegar ao segundo turno nas eleições do próximo ano. Dificilmente, Bolsonaro não estará no segundo turno, o Brasil está mal, mas basta olhar o orçamento federal para ver a capacidade de influenciar. E apesar da péssima gestão comandada por Paulo Guedes, o desastre que estamos vivendo hoje está longe do que aconteceu ao país em 2015 e 2016 por conta da presidente Dilma.

Parece que estamos repetindo 2005, quando explodiu o Escândalo do Mensalão, técnica política criada no governo do presidente Lula para comprar votos dos deputados federais. O mensalão era o nome da mensalidade conforme dito pelo deputado Roberto Jefferson que denunciou a prática em 6 de junho de 2005, o Partido dos Trabalhadores (PT) pagava a vários deputados 30 mil reais por mês por fora, sem registro. Esse dinheiro viria de desvio dos gastos com publicidade das empresas estatais através da agência de publicidade de Marcos Valério. Jefferson acusou José Dirceu de ser o mentor intelectual do esquema.

Leia Também:  Lázaro Barbosa – serial killer ou psicopata?

Esse Roberto Jefferson que se mostrou grande amigo de Lula é o mesmo que liderou a tropa de choque do presidente Collor contra o impeachment deste. Curiosamente, esse mesmo personagem foi preso agora por estar na linha de frente da defesa de Bolsonaro. Coincidentemente, é o amigão do presidente da ocasião.

Em 2005, as oposições criam que Lula continuaria sangrando até as eleições, mas Lula é um grande político e superou, reelegeu-se e elegeu o poste Dilma e por duas vezes. Bolsonaro não tem a competência política de Lula, mas as oposições atuais não são assim tão geniais, tanto que creem que Bolsonaro está liquidado. Um erro grotesco que não passará impune!

Mario Eugenio Saturno (cientecfan. blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

VALE SÃO PATRÍCIO

PLANTÃO POLICIAL

ACIDENTE

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA