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Em Goianésia, PC realiza prisão de casal especializado em cometer furtos em estabelecimentos comerciais

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A Polícia Civil (PC) de Goianésia, após 17 dias ininterruptos de investigações, conseguiu elucidar e prender os supostos envolvidos num crime de furto a um grande supermercado de Goianésia, crime ocorrido no início deste mês. No dia do furto, os suspeitos teriam utilizado de escadas, cordas e várias ferramentas, para então conseguirem abrir o telhado do estabelecimento comercial, assim, um deles entrou e conseguiu subtrair vários aparelhos celulares, perfumes e eletroeletrônicos.

Seria um crime perfeito, uma vez que os bandidos praticamente não deixaram vestígios que possibilitasse a polícia a identificar a autoria do furto, no entanto, a Polícia Militar (PC) isolou o local e acionou a Polícia Técnico Científica, e de imediato policiais civis montaram uma força tarefa resultando em várias diligências realizadas por todo efetivo da 15ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) e Unidade de Inteligência de Goianésia, onde, finalmente apontaram os envolvidos no crime.

Com a investigação em curso e a identificação de quem seria os envolvidos, e na terça-feira (21) nos Jardim dos Ipês, em Aparecida de Goiânia, a polícia prendeu o técnico em segurança eletrônica Renato Raimundo, de 34 anos, que por ser foragido da justiça do Mato Grosso, usava documento falso em nome de Renato J. Marcos, e sua esposa, Maria Júlia Martins da Silva, de 32 anos. Eles foram presos por força de mandados de prisão relacionados ao crime de furto em Goianésia.

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Durante busca domiciliar, os policiais encontraram na residência do casal várias ferramentas e equipamentos utilizados no furto e, ainda parte dos perfumes e aparelhos celulares furtados no supermercado em Goianésia. Conforme a polícia, outra parte foi recuperada numa loja do ramo de venda de celulares em Aparecida de Goiânia.

A polícia informou ainda que Renato já é contumaz nessa espécie de crimes, é reincidente em crime específico em várias cidades, sendo que se somadas todas suas condenações, o acusado terá que cumprir uma pena que totalizam ainda 24 anos de reclusão. Já Maria Júlia, que o auxiliou nas vendas dos objetos subtraídos, de acordo com o apurado, não participou diretamente no furto.

Ainda, de acordo com as investigações, Renato, para cada ação delituosa se superava em não deixar vestígios para que os investigadores não o identificasse como sendo o autor do crime por ele praticado.

A investigação aponta que Renato planejou o furto baseados em crimes de investigações policiais, confeccionou uma escada artesanal, e por várias ocasiões esteve no supermercado, “enamorando” os objetivos que posteriormente seriam subtraídos por ele. Nesse período de atos preparatórios do crime esteve também observando as possíveis falhas no sistema de monitoramento eletrônico de câmeras e alarmes do local, pois possui conhecimento na área.

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O suspeito teria alugado uma casa próximo ao supermercado e observou toda logística e a rotina dos funcionários do estabelecimento. Até que no início da madrugada do dia 04 de maio, sozinho, adentrou num imóvel ao lado do estabelecimento comercial, aguardou momento oportuno, e utilizando cordas e a escada que fabricou, adentrou no supermercado e conseguiu subtrair os objetos, saindo por onde entrou, e a pé foi para o imóvel que havia alugado, de onde acompanhou toda movimentação de policiais que tiveram fazendo os primeiros levantamentos. Posteriormente ele e sua amásia foram para Aparecida de Goiânia, mesmo local onde foram presos.

Cabe informar que de acordo com o que foi apurado o casal planejava atuar da mesma forma nas cidades de Anápolis e Rio Verde nos próximos dias, porém, foram presos antes mesmo de colocar em prática os demais planos criminosos.

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