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plantão policial

Em Goiânia, casal encomendava roubos a casas de e pagava com drogas; Assista

Conforme a Polícia Civil, o casal seria dono de um posto de reciclagem e tinham vários usuários de drogas sob seu comando.

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A Polícia Civil (PC) desarticulou uma associação criminosa suspeita de cometer roubos a residências na região do centro de Goiânia. Segundo as investigações, um casal proprietário de um depósito de reciclagem exercia poder sobre vários usuários de drogas e teria encomendado ao menos quatro roubos em janeiro deste ano. Os executores dos roubos eram pagos com entorpecentes.

Conforme o delegado Murillo Leal, da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), a PC constatou que Victor Hugo Ferreira Militão de 27 anos, e sua companheira Larissa de Souza Sandres de 23, eram proprietários de um depósito de reciclagem no setor Norte Ferroviário onde viviam cerca de 20 usuários de drogas.

O delegado afirma que os indivíduos ficavam sob as ordens do casal para o cometimento de crimes. As investigações apontaram que um dos indivíduos, identificado como Kyonnis Silva Barbosa, de 32 anos, atuou em três dos roubos a residências: em dois, sozinho, e no terceiro acompanhado de um comparsa, que está foragido.

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Um dos roubos ocorreu no dia 17 de janeiro, no setor Central. No dia seguinte, outro foi registrado, dessa vez em um apartamento do setor Marechal Rondon. Nesse, o suspeito escalou o primeiro andar do prédio e cortou a tela de proteção da varanda. O terceiro ocorreu em uma casa do Crimeia Oeste, no dia 25 do mesmo mês.

“Eles entravam com facas e rendiam as vítimas. No primeiro assalto, no setor Central, o Kyonnis sozinho rendeu a vítima, amarrou e agrediu com socos. No segundo roubo, houve restrição de liberdade” detalhou Leal, acrescentando que um dos suspeitos também teria abusado sexualmente de uma vítima, passando as mãos nos seios dela.

Um quarto roubo, em que a vítima reagiu e conseguiu imobilizar Kyonnis, também é investigado.

Encomenda e pagamento

Também de acordo com o delegado Murillo Leal, Victor e Larissa não participavam dos roubos, apenas os encomendavam.

Após os roubos (cujo prejuízo às vítimas passa de R$ 10 mil em cada), segundo a polícia, o casal pagava Kyonnis e o comparsa com drogas.

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Apesar de não terem participado dos roubos, a polícia suspeita de que os demais usuários de drogas que viviam no posto de reciclagem tenham praticado outros crimes, o que será investigado.

Larissa possui passagens por tráfico e estelionato. Victor Hugo tem passagens por tráfico, receptação, tentativa de homicídio e roubo.

Já Kyonnis tem 12 passagens pela polícia desde 2008, entre roubo, tráfico e outros.

Todos eles foram presos e devem responder por roubo majorado. Um deles vai responder, ainda, pelo crime de importunação sexual. Além disso, um quarto homem também já havia sido detido suspeito de receptação dos objetos roubados.

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