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Plantão Policial

Em Goiás, médico é preso suspeito de abusar de paciente durante exame ginecológico

Conforme a PC, o investigado possui registros criminais por estupro, atentado violento ao puder e assédio sexual. Na ocasião Da prisão, ele negou os crimes e disse que mulheres querem “dar ibope” na cidade.

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A Polícia Civil (PC) realizou a prisão de um médico, por ser suspeito de abusar sexualmente de uma paciente de 21 anos, durante o exame ginecológico em um hospital de Vicentinópolis. Conforme a PC, o homem é investigado pelos crimes de violação sexual mediante fraude e importunação sexual.

De acordo com a PC, a ocorrência foi feita pela própria vítima e segundo a mesma, durante o procedimento do toque vaginal, o médico fez diversas perguntas de cunho sexual. Ele teria indagado se a vítima sentia “orgasmo” com os movimentos que era “feito por ele e “se, durante a relação sexual, ela chegava ao orgasmo”.

Não bastando, ele teria sugerido “introduzir o pênis na vítima”, ao insistir que “se colocasse o pênis na vítima poderia fazer a vítima ter um orgasmo”. A PC destacou que os toques e movimentos relatados pela jovem são “incompatíveis com a realização técnica do exame”.

Reincidência

A investigação revelou que o suspeito possui registros criminais por estupro, atentado violento ao puder e assédio sexual. A PC destacou que na mesma semana da importunação sexual contra a jovem, o suspeito teria também assediado sexualmente uma servidora municipal que trabalha na mesma unidade de saúde que ele. Esse caso também está sendo investigado pela PC.

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A partir da ficha criminal e dos novos relatos contra o médico, a PC acredita que há outros casos e trabalha para identificar possíveis novas vítimas desse suspeito.

“Levantamentos policiais indicam que podem existir outras vítimas do médico, que por medo de represálias, devido à posição social do agressor, não denunciaram. Nesse sentido, foi representado pela prisão preventiva do abusador, acatada pelo Judiciário, após ouvido o MP [Ministério Público]”, cita um trecho de um comunicado da PC.

Na ocasião da prisão, aos policiais, o médico negou os crimes e alegou que as denúncias foram feitas por ele ser médico e que os relatos de abusos sexuais seriam uma tentativa das vítimas de “dar ibope” na cidade. Ele foi encaminhado para o presídio de Pontalina e está à disposição do Poder Judiciário.

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