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Em Goiás, números de casos de dengue este ano superam 2017

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A incidência de casos de dengue aumentou 23,7% no Estado de Goiás entre janeiro e outubro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O dado é da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO). Os casos notificados da doença registrados entre as semanas epidemiológicas 1 e 43, período compreendido entre os dias 31 de dezembro de 2017 e 27 de outubro deste ano, somam 93.023 registros em todo o Estado. Este número é superior a todo o ano de 2017, quando os casos chegaram a 78.906. Desta forma, os casos deste ano já são 17,9% superiores ao do ano passado. Os registros colocam Goiás como o que mais tem casos da doença.

Apesar de superarem 2017, os números da dengue no Estado em 2018 são inferiores aos registros dos anos em que a doença teve os maiores índices históricos. Considerando apenas as primeiras 43 semanas epidemiológicas, foram contabilizados em 2017, 75.184 casos. Em 2016, 142.256 e em 2015, 178.126 casos. Uma diminuição de 47,75%, na comparação entre 2018 e 2015. No entanto, apesar desta redução, o aumento de dos casos na comparação a 2017 a 2018 trazem um alerta à população (veja quadro ao final).

Em nota, a SES informou que com o aumento, o governo do Estado está fazendo ações de prevenção a fim de diminuir os casos. Agora o que muda, segundo SES, é a intensidade das ações em relação à quantidade de municípios que estão em situação de risco.

“No dia 17 de outubro foi relançado o Programa Goiás Contra o Aedes, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBM-GO), em Aparecida de Goiânia. O Corpo de Bombeiros junto às Regionais de Saúde estão fazendo ações por todos municípios goianos”, pontuou a secretaria.

Ainda de acordo com a nota, foi enviada aos municípios, quantidade de inseticida suficiente para três meses de combate ao mosquito transmissor da doença. A SES afirma também que o Estado está abastecido com medicamentos e repelentes que estão sendo repassados aos municípios.

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Principais municípios

Em Goiás, os municípios que têm maior número de casos de dengue, respectivamente, são Goiânia, Aparecida de Goiânia, Jataí, Senador Canedo e Rio Verde. De acordo com a SES, as ações de combate ao mosquito transmissor é exclusivamente municipal. No entanto o Estado tem a função, em caráter complementar, destas ações. É o caso da capital. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mudou a tática de combate aos mosquitos. Desde agosto deste ano foram instaladas “ouvitrampas”, espécie de armadilha para o mosquito. Os dispositivos estão distribuídos em diversas regiões da capital, onde são registradas as maiores incidências do mosquito.

Por meio da quantidade de mosquitos e larvas identificadas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) faz uma avaliação dos bairros que necessitam maior atenção. De acordo com a superintendente de Vigilância e Saúde de Goiânia, Flúvia Amorim, as ações são contínuas e a administração municipal tem feito ações de combate. No entanto, para que a prevenção seja mais efetiva, a superintendente chama a população a participar.

Nesta terça-feira (13) o Ministério da Saúde (MS) divulgou um levantamento dos casos da doença no País. Em âmbito nacional houve queda de 1%. Já no Estado de Goiás, foi verificado aumento de 16%.

 

Tipo II

De acordo com a SES, o principal tipo de dengue registrado no Estado tem sido o tipo II. Cerca de 98% dos casos são ocasionados por esta variação do vírus no Estado. Em Goiânia, os casos atribuídos ao tipo II também estão próximos de 100%, segundo a Superintendente de Vigilância e Saúde de Goiânia, Flúvia Amorim. A superintendente acrescenta que, como houve epidemias de outros tipos do vírus no passado, como os tipos I, III e IV, os sistemas imunológicos não podem afetar novamente a mesma pessoa. “Por isso a dengue tipo II é mais comum e mais perigosa”, destaca.

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Goiânia tem mais registros no Brasil

O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), divulgado nesta terça-feira, coloca Goiânia como a maior em número de casos de dengue entre os municípios com pelo menos um milhão de habitantes. Os dados do MS contabilizaram, até outubro deste ano, 15.215 na capital de Goiás. No entanto, o balanço difere da atualização da Secretaria Estadual de Saúde (SES). 

Os dados estaduais revelam que foram notificados 26.312 casos de dengue, cerca de 11 mil notificações a mais que o dado nacional. A diferença está associada a uma diferença na metodologia de contabilização dos registros da doença.

De acordo com os dados estaduais houve uma redução de 14,6% entre 2017 e 2018 em Goiânia. Para a superintendente de Vigilância e Saúde de Goiânia, Flúvia Amorim, a redução em 2017 está associada a fatores ocorridos em 2016. “A queda dos registros e notificações de doenças causadas pelo mosquito da dengue se deu muito por causa do medo da Zica Vírus em 2016”. À época o número destes registros foi bastante elevado. “A redução só foi possível por causa da grande atuação da população, que aderiu às campanhas contra o mosquito na época.” 

De acordo com Amorim, o fato de Goiânia estar na liderança do ranking de notificações não interfere no combate ao mosquito. “Nós temos protocolos a serem seguidos e semanalmente estamos atualizando os dados. Sabemos onde há altos índices de casos de dengue e estaremos atuando nos bairros”. Ainda assim, ela classifica a situação como de “alerta”.

Dengue

 Da Redação com OP

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