Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra que a criança Maria Fernanda Cândido da Rocha, encontrada morta em uma fazenda de Doverlândia, tinha o hábito de andar pela propriedade, informou o delegado responsável pelo caso, Ramon Queiroz. As imagens foram gravadas recentemente e, segundo o delegado, mostram a menina chegando a correr em trechos de pasto.
Assista;
“Vocês vão perceber no vídeo registrado pelo pai que era uma criança que tinha facilidade para andar nesse tipo de lugar; ela foi criada ali nesse habitat. O pai ensinou ela justamente a caminhar com mais facilidade se tratando de área de pasto. Então esse registro serve para corroborar a possibilidade dessa criança caminhar essa distância”, declarou Queiroz durante coletiva nesta quinta-feira (18).
Ainda na entrevista, o delegado afirmou que não houve participação de uma terceira pessoa no caso. Segundo ele, tratou-se de um abandono momentâneo: os pais saíram por alguns minutos acreditando que nada anormal aconteceria. Queiroz destacou que o casal era “extremamente amoroso” com a filha e que não havia relatos de maus-tratos.
A médica legista Rafaella Marques, da Polícia Científica, informou que foram observados arranhões superficiais no corpo, sem relação com a causa da morte, e não houve indícios de violência sexual. Ela citou duas hipóteses para o óbito: desidratação associada à hipotermia, em razão do frio na região durante a noite, ou um possível afogamento atípico na lâmina d’água próxima. O laudo definitivo deve ser divulgado em cerca de 10 dias, segundo a TV Anhanguera.
Buscas e localização
Maria Fernanda desapareceu na manhã de segunda-feira (15). Os pais relataram que deixaram a menina brincando dentro de casa enquanto foram até uma represa nas proximidades; ao ouvir um grito, retornaram e não a encontraram. A mãe registrou o desaparecimento na polícia e tiveram início buscas que envolveram mais de 100 pessoas, entre equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e voluntários, com apoio de mergulhadores, drones, cães farejadores e um helicóptero.
As equipes percorreram uma área com vegetação nativa, terrenos irregulares e corpos d’água. Durante quase 48 horas de buscas, foram encontradas pegadas, roupas e, por fim, o corpo da menina, cerca de dois quilômetros da casa da família. Conforme a polícia, não havia sinais visíveis de violência no corpo.
Familiares e comunidade realizaram o velório na manhã desta quinta-feira em Doverlândia; o sepultamento está marcado para as 15h no mesmo município.
Golpes em meio ao luto
A família informou que circulam pedidos de doações por Pix em nome da criança. Segundo parentes, trata-se de tentativa de golpe, e a família pede que a população não transfira valores sem confirmação.
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