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Em Goiás, presidiário chefiava ‘tribunal do crime’ e ordenava mortes por vingança e pela disputa pelo tráfico de drogas

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A Polícia Civil (PC), apresentou hoje (24), a conclusão dos inquéritos relacionados a cinco homicídios praticados por um “tribunal do crime”, em Goiânia. Conforme as investigações, um detento – líder de uma facção criminosa – dava a “sentença”, de dentro da cadeia, de rivais que deveriam ser assassinados.

Segundo os policiais, todos os homicídios possuem como motivação a briga entre grupos pelo comando do tráfico de drogas e vingança por execução de comparsas.

Ao todo, a Operação Vendetta, como foi batizada, cumpriu sete mandados de prisão, sendo o último há uma semana. Um deles foi contra Renato Rodrigues Costa, que é considerado o chefe de um dos grupos e já cumpria pena na Penitenciária Odenir Guimarães (POG).

“É um tribunal do crime porque eles mesmo avaliavam se deviam matar. Eles mesmos julgavam, não usavam do meio estatal. A ordem partia de dentro do presídio. O Renato fazia a sentença e contava com o apoio de seu gerente e executores”, explicou.

Outros seis homens, que são classificados como executores, também foram detidos. Deles, somente quatro foram apresentados nesta terça-feira, pois dois estão detidos em Catalão e um não foi liberado pelo sistema prisional.

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A polícia disse que alguns presos confessaram os crimes, mas outros negaram. A corporação disse ainda que não sabe os nomes dos advogados dos presos.

 

Série de mortes
O primeiro homicídio ocorreu em julho do ano passado, segundo a polícia, a mando de Renato. No dia seguinte, durante o velório da vítima, o “braço direito” do preso, Gustavo Matias Araújo foi morto.

A morte, segundo a polícia, causou “a ira de Renato”. O delegado afirma que teve acesso a uma interceptação telefônica na qual ele chora ao saber da morte de seu comparsa.

Após isso, Renato determinou mais três mortes. Duas delas de membros de grupos rivais, ocorridas em setembro e dezembro do ano passado. Esta última, inclusive, em uma distribuidora de bebidas, foi flagrada por câmaras de segurança. O fato de um dos executores andar mancando ajudou na identificação.

O último crime aconteceu em janeiro deste ano. Segundo a investigação, também foi uma vingança à morte de Gustavo. O suposto autor deste homicídio foi assassinado com mais de 70 tiros.

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O delegado Klayter Camilo, que também atuou na investigação, acredita que possam haver outros crimes cometidos por este grupo. “Vinculados a essa organização é bastante provável que haja outros homicídios em que eles estejam envolvidos”, afirma.

 

Transferência de preso
O secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, disse que Renato, pelo fato de ainda conseguir comandar crimes de dentro da cadeia, será transferido, ainda nesta terça-feira, para o Presídio de Segurança Máxima de Planaltina.

“Estamos deixando um recado claro a todos que estão cumprindo pena: Não vamos admitir nenhuma espécie de liderança e comando dentro de nossas unidades prisionais”, afirma.

Rodney disse que na cadeia há uma reserva de vagas para a transferência de presos perigosos à medida que a secretaria achar conveniente. Além disso, ele destacou que há uma parceria com o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) para a transferência de presos para outros estados, se houver necessidade. O secretário informou que 11 detentos foram recambiados nos últimos dias.

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