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Em Goiás, professora é afastada após dizer durante aula remota que mulheres são culpadas por estupro

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Uma professora do Instituto Adventista Brasil Central (IABC), localizado às margens da rodovia BR 414, em Planalmira, distrito de Abadiânia, foi afastada de suas funções após emitir sua opinião sobre estupro, na última quarta-feira (4), durante uma aula remota para alunos do 8° ano do ensino fundamental. A docente disse que em alguns casos a mulher é a culpada pelo crime. A fala causou revolta e o vídeo repercutiu nas redes sociais. Em nota, o IABC afirmou que “não compactua com qualquer opinião de cunho pessoal de seus funcionários que atribua à vítima culpa por ação criminosa”.

Os alunos comentavam sobre casos de violência quando a professora pediu um espaço para emitir sua opinião. “Muitas vezes a mulher é realmente culpada de um estupro de alguma coisa nesse sentido. Porque que a mulher tem de ficar provocando o coitadinho do homem?”.

A fala inicial da educadora causou um burburinho entre os alunos e algumas risadas. A docente então continua a expor seu pensamento. “Eu acho um absurdo. Eu acho assim, tudo bem você pode colocar um shortinho na praia, você pode colocar um biquíni na praia. Agora você vai andar pelada na rua chamando a atenção do homem? E depois se o homem olha, você vai falar que ele é um tarado, lógico ele é homem. O homem tem testosterona, que é um hormônio masculino”.

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Após a declaração da professora ir parar nas redes sociais e causar revolta entre os internautas, o IABC se manifestou. No comunicado, o instituto diz que não compactua com qualquer opinião de cunho pessoal de seus funcionários e informa que as medidas necessárias já foram tomadas e a docente afastada de suas funções.

 

Leia a nota do IABC na íntegra

Comunicado Oficial Instituto Adventista Brasil Central

O Instituto Adventista Brasil Central (IABC) não compactua com qualquer opinião de cunho pessoal de seus funcionários que atribua à vítima culpa por ação criminosa. A instituição reforça, ainda, que todo ato de violência física, verbal e/ou sexual deve ser punido nos termos da legislação brasileira, e lamenta profundamente o ocorrido na manhã desta quarta-feira, 04, em uma das salas de aula do colégio. As medidas necessárias já foram tomadas e a funcionária em questão foi afastada de suas funções.
05 de novembro de 2020
IABC

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