A mãe e o padrasto de Henry Gabriel Marinho Vidal, de 1 ano, foram indiciados na quinta-feira (5) por maus-tratos que resultaram na morte do menino de Jataí. Conforme a investigação, o casal informou uma suposta queda em casa, mas laudos mostraram que a versão apresentada era falsa e que as agressões ocorriam com frequência. Os dois fugiram da cidade e deixaram todos os pertences para trás depois da morte.
Henry recebeu atendimento médico no dia 5 de fevereiro deste ano, ainda em Jataí, mas foi transferido para Goiânia para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), onde morreu três dias depois.
Para o delegado Marlon Souza Luz, responsável pela investigação, à quantidade de lesões no corpo do menino indicaram que a vítima vinha sendo maltratada há dias. O bebê sofreu múltiplas lesões e fraturas nas pernas, mandíbula, boca, tórax, braços, além de traumatismo craniano, que teria sido a causa da morte.
Ainda conforme o investigador, a mãe demonstrou, desde o início, “total desumanidade e indiferença ao sofrimento da criança, vítima de uma crueldade incompatível, sendo não só coautora dos maus-tratos, como também omissa no dever de proteção e cuidado para com o indefeso filho de apenas um ano de idade, exposto e vulnerável a posterior ação letal do padrasto”.
Durante as investigações houve representação pela prisão preventiva de Jaredy Wanderley da Silva, 26 anos, o padrasto, e Brenda Cristina Vidal Marin, de 27 anos, a mãe, decretada pelo juízo criminal da comarca, mas ambos continuam foragidos. Eles foram indiciados pelos crimes de maus-tratos com resultado morte e, caso condenados, podem sofre pena de até 12 anos de reclusão.

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