Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 55 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma fazenda de Cezarina, no sul de Goiás. A ação, divulgada nesta segunda-feira (27), apontou que o grupo atuava na extração de palha de milho para a produção de cigarros.
Segundo as informações apuradas, os trabalhadores vieram da Bahia e de Minas Gerais após serem atraídos com promessa de salários entre R$ 6 mil e R$ 10 mil por mês. Entre as vítimas resgatadas, havia nove mulheres.
A fiscalização relatou que os trabalhadores viviam em situação degradante, com atrasos de pagamento, falta de água potável fornecida pelo contratante e ausência de local adequado para as refeições. Há ainda relatos de que eles faziam necessidades fisiológicas em sacolas e comiam no chão durante a jornada.
De acordo com a apuração, o grupo permaneceu cerca de 50 dias à disposição do empregador, embora tenha trabalhado efetivamente por apenas dez dias. O caso foi encaminhado à Polícia Federal para investigação de aliciamento, tráfico de pessoas e redução de trabalhadores à condição análoga à de escravo.
Os resgatados devem retornar aos estados de origem com passagens custeadas pelas autoridades. Eles também terão direito ao seguro-desemprego do trabalhador resgatado, enquanto o Ministério Público do Trabalho deve atuar na cobrança de verbas rescisórias e indenizações por danos morais individuais e coletivos.
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