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Operação Pôr do Sol

Em Rio Verde, suspeito de revender placas solares roubadas usava nome de igreja para disfarçar galpão onde guardava itens

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Um comerciante foi preso suspeito de revender placas solares roubadas, em Rio Verde. Conforme o delegado da Polícia Civil (PC), responsável pelo caso, Alexandre Bruno, o homem vendia os produtos em um estabelecimento comercial, mas guardava a mercadoria roubada em um galpão que contava com placa com nome de igreja como disfarce.

“Era um local dissimulado para não chamar atenção da polícia. No momento em que o comerciante abriu o local, foram verificadas as placas em questão”, explica.

A PC reforçou que o nome da igreja utilizado no disfarce não tem qualquer relação com os crimes praticados. De acordo com a polícia, o homem preso em Rio Verde fazia parte de um grupo suspeito de roubar cinco carregamentos de produtos: dois em São Paulo, dois em Minas Gerais e um no Maranhão. Os materiais eram revendidos em Goiás.

Além dos três estados, a PC complementa que há suspeitas de atuação do grupo em Tocantins. O prejuízo causado pelo grupo ultrapassa o valor de R$ 3 milhões.

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Além do comerciante em questão, durante a Operação Pôr do Sol, que foi realizada na sexta-feira, 13, e no sábado, 14, foram presas outras seis pessoas, em Abadia de Goiás: cinco homens suspeitos de roubar as mercadorias e outro suspeito de vender os produtos em Goiânia.

Durante a operação, foram apreendidas duas armas de fogo e um dos caminhões utilizados no transporte das cargas roubadas. Além disso, grande parte do equipamento foi recuperado.

Alexandre Bruno, que é delegado da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR), explicou que, ao abordar os membros do grupo, ambos os comerciantes admitiram ter conhecimento que vendiam mercadorias roubadas. No entanto, as outras cinco pessoas permaneceram em silêncio.

“As pessoas iam nos estabelecimentos com intenção de comprar os equipamentos e instalar as placas de energia solar e achando que estariam comprando produtos de origem lícita, mas não era”, complementou Alexandre.

De acordo com o delegado, o comerciante de Goiânia também tinha um galpão onde estocava a mercadoria, mas este era localizado aos fundos do estabelecimento onde o equipamento era revendido.

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A PC ainda explica que os todos os suspeitos devem responder por receptação e organização criminosa. Já as cinco pessoas suspeitas de participar ativamente dos roubos também devem responder por extorsão, uma vez que estariam exercendo a função de “cobradores”, forçando o recebimento dos valores das placas compradas.

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