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Em São Luiz do Norte, dono de fazenda some e deixa gado morrer de fome; Vídeo

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O Ministério Público de Goiás (MP-GO) e a Polícia Civil (PC) estão investigando um caso de maus-tratos contra animais que estariam ocorrendo em uma propriedade rural em São Luiz do Norte, no Vale do São Patrício.

No mês de dezembro de 2020 a Polícia Militar (PM) descobriu que centenas de bovinos na fazenda em grave situação de negligência e abandono. Os animais estavam raquíticos e vários já haviam morrido. Conforme um funcionário da propriedade, o dono teria ido embora há cerca de um ano sem providenciar comida para o gado desde então.

No dia 23 de dezembro passado, a PM estava em patrulhamento pela região da fazenda Córrego de Pedra, na zona rural de São Luiz do Norte, quando avistaram na propriedade um rebanho bovino visivelmente desnutrido e conforme os militares na ocorrência registrada, os animais estavam extremamente magro e vários urubus sobrevoavam a área.

Os militares ao verificarem o local, se depararam com seis animais já mortos e um bezerro que nem conseguia mais se levantar. Ao ser questionado, um funcionário da fazenda ele informou que o dono dos animais não aparecia no local há mais de um ano e que, em outras partes da fazenda, mais animais estavam morrendo de fome.

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Ainda de acordo com a PM, o funcionário informou também que havia ficado com a guarda de cerca de 350 bovinos; mas que o proprietário, mesmo ciente da falta de comida para os bichos, não tomava qualquer atitude.

Secretaria Municipal de Meio Ambiente

A Secretaria do Meio Ambiente de São Luiz do Norte informou que foi acionada pelo MP-GO ainda em dezembro e passou a atuar no caso em questão. A pasta relatou que, a princípio, exigiu do proprietário a compra de 30 toneladas de silagem para provimento dos animais e ofereceu transporte do alimento até a fazenda.

Ainda segundo a secretaria, “a ração foi dada em 3 etapas, exatamente para dar tempo do proprietário fazer um curral” para levar o gado para uma pastagem onde ele pode se alimentar.

A PC instaurou inquérito para investigar o caso e, segundo a corporação, já intimou os envolvidos para serem ouvidos.

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