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Estados Unidos liberam mais R$ 1,2 bilhão para compra de mineradora goiana

Além do financiamento, o governo americano assinou um contrato para comprar pelo menos US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão, em produtos de terras raras da Serra Verde ao longo de cinco anos.
Vista aérea da unidade de mineração e processamento de terras raras da Serra Verde, em Minaçu, no norte de Goiás. Foto: Reprodução

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O governo dos Estados Unidos aumentou em US$ 250 milhões — cerca de R$ 1,2 bilhão — o financiamento destinado à aquisição da mineradora Serra Verde, em Goiás, pela empresa norte-americana USA Rare Earth. Com o novo aporte, a operação deve ser concluída ainda nesta semana.

A USA Rare Earth informou ter estruturado US$ 1,5 bilhão, aproximadamente R$ 7,7 bilhões, para finalizar o negócio. Desse total, US$ 750 milhões, ou R$ 3,8 bilhões, serão fornecidos pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos. O valor representa US$ 250 milhões a mais do que o previsto inicialmente.

A conclusão da compra ainda depende de uma assembleia especial de acionistas, marcada para sexta-feira, 28 de agosto. Após o fechamento, a companhia americana passará a controlar a mina Pela Ema, localizada em Goiás.

Contrato de fornecimento

Além do financiamento, o governo americano assinou um contrato para comprar pelo menos US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão, em produtos de terras raras da Serra Verde ao longo de cinco anos.

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A mina produz quatro elementos considerados estratégicos para a fabricação de ímãs permanentes: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Esses minerais são utilizados em veículos elétricos, equipamentos de energia renovável, eletrônicos e sistemas de defesa.

Disputa com a China

A operação faz parte da estratégia dos Estados Unidos para reduzir a dependência da China, que concentra mais da metade da extração mundial de terras raras e domina quase toda a capacidade global de refino. A Serra Verde é apontada como a única produtora comercial desses minerais em operação fora da Ásia.

A transação também reacende o debate sobre a presença de capital estrangeiro em setores considerados estratégicos para o Brasil. Um projeto de lei que cria uma política nacional para minerais críticos e terras raras prevê mecanismos de controle sobre investimentos estrangeiros e ainda aguarda análise do Senado.

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