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Plantão Policial

Ex-presidente do Iporá Esporte Clube é suspeito é investigado pela PF por suspeita de tráfico de drogas

A PF estima que Tiago Dantas o G10, tenha movimentado entre 2019 e 2021 mais de R$ 50 milhões.

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O ativista político, empresário e agropecuarista, Tiago Dantas, conhecido como G10, ex-presidente do Iporá Esporte Clube, da cidade goiana de Iporá, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento por tráfico de drogas. Apurações apontam que ele participava de uma quadrilha do Rio de Janeiro que enviava cocaína da cidade carioca para cidades do Triângulo Mineiro. A notícía foi exibida no Fantástico no último domingo (20).

Os criminosos, de acordo com a PF, estariam em pelo menos oito estados: Goiás, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Pará, Roraima e Pará. Conforme as investigações, o grupo no qual o Dantas estaria envolvido, ameaçava as empresas de transporte a contratar o serviço de escoltar a mercadoria, caso contrário, elas “correriam o risco de serem roubadas”.

De acordo com a reportagem, quase 3 mil cargas teriam sido levadas por criminosos no Rio de Janeiro até setembro de 2022. A PF estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 1 bilhão.

Tiago tomou posse como presidente do Iporá em dezembro de 2021, quando o ex-presidente João Francisco renunciou ao cargo. Ele ficou no comando do clube até o final do Campeonato Goiano, quando o time perdeu na semifinal para o Goiás.

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A PF apontou nas investigações, que Tiago teve uma ascensão financeira após o ano de 2008, quando ele teria iniciado no tráfico de drogas, já que anterior a isso ele trabalhava como padeiro. Somente entre o ano de 2019 e 2021, o ex-dirigente teria movimentado mais de R$ 50 milhões.

“O dinheiro obtido com o tráfico de drogas turbina outros esquemas criminosos pelo país. Quando você consegue atuar nessa matriz financeira, você descapitaliza e consegue romper essa engrenagem”, diz o superintendente da PF em Minas Gerais Marcelo Salvio Rezende Vieira.

Através de advogado, a defesa de Tiago informou que ele é inocente. e justificou os gastos e os bens do ex-dirigente como vindos do trabalho no agronegócio. O ex-dirigente está foragido.

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