A família do jovem Matheus Silveira, natural de Goiás e detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) desde novembro de 2025, exige respostas sobre a lentidão no processo de retorno ao Brasil. Apesar de autorização judicial para saída voluntária, o brasileiro segue preso em um centro de detenção na Louisiana, aumentando a angústia dos parentes.
Nesta semana, Matheus foi transferido para o novo local, o que complicou ainda mais o contato. A advogada do caso enfrenta dificuldades para acessar informações oficiais, segundo relatos familiares. A mãe, Luciana Santos de Paula, denuncia condições desumanas: “O tratamento é horroroso, ele fica lá perdido. A comida é pouca e ruim, e a gente paga por ela. As ligações são caras e nem sempre funcionam. O combinado era ir para um centro perto do aeroporto e voltar em dois dias”.
Morador nos Estados Unidos desde 2019, Matheus se casou em 2024 com a cidadã americana Hanna Silveira, militar e advogada. A detenção ocorreu logo após a fase final do pedido de green card. Sob custódia, ele desistiu da residência permanente e optou pela deportação voluntária, mas a ordem judicial ainda não foi cumprida.
“Não era para ele passar por isso. O juiz mandou sair do país. Se não querem ele lá, por que prendê-lo? É cruel, e ninguém explica”, desabafa Luciana.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirma que acompanha o caso e oferece assistência consular à família. Não há previsão para a conclusão da deportação.
Casos como esse são comuns em centros do ICE na Louisiana, criticados por organizações internacionais por superlotação e precariedade. Em 2025, o órgão deteve cerca de 40 mil imigrantes, com brasileiros entre os mais afetados.
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