Uma família foi mantida refém por mais de quatro horas durante um roubo a uma propriedade rural em Vila Propício, na região central de Goiás. A ação criminosa, registrada entre os dias 17 e 18 de setembro de 2026, mobilizou uma grande operação integrada de forças de segurança e resultou na morte de um dos envolvidos em confronto com a Polícia Militar.
De acordo com informações da Polícia Militar de Goiás (PMGO), criminosos armados invadiram uma fazenda na zona rural de Vila Propício e renderam três moradores, incluindo um idoso. Durante o tempo em que permaneceram no imóvel, os suspeitos vasculharam a residência em busca de dinheiro, armas e joias, fazendo ameaças de morte aos reféns.
Um dos moradores chegou a sofrer agressões: o idoso recebeu uma coronhada e teve um corte na testa, necessitando de atendimento médico. Após mais de quatro horas de tensão, os criminosos fugiram do local levando alguns pertences das vítimas.
A ocorrência desencadeou uma ampla operação de cerco, bloqueio e buscas, envolvendo múltiplas unidades do 15º CRPM (Comando Regional de Polícia Militar), com sede em Goianésia. Participaram da ação o CPE Goianésia, 23º BPM, 38ª CIPM, COINT (Comando de Operações de Inteligência), 3º BPMRV (Rodoviário), 2º BPMRURAL, GRAER (Radiopatrulha Aérea), além de apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
No fim da tarde de sexta-feira (18), equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), identificadas como CPE 90 e CPE ALFA, localizaram um dos suspeitos em uma estrada vicinal na zona rural de Vila Propício. Durante a abordagem, o homem atirou contra os policiais, que reagiram. Ele foi atingido, socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado à UPA de Goianésia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Com o suspeito, foi apreendido um revólver e uma das joias roubadas durante o assalto à fazenda. Nenhum policial ficou ferido no confronto.
O homem morto em confronto foi identificado como W.S.S. Segundo a PM, ele já possuía antecedentes criminais por crimes contra o patrimônio e legislação de armas e drogas, incluindo registros pelos artigos 157 (roubo), 180 (receptação) e infrações à Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento) e à Lei 11.343/06 (Lei de Drogas).
As forças de segurança permanecem em diligência na região, com ações integradas de cerco, bloqueio e buscas, visando à localização dos demais envolvidos no crime.
A operação foi coordenada pelo comando do 15º CRPM, sob o Cel Rodrigo Barbosa, e pelo comando do CPE Goianésia, Cap Marcelino, com participação efetiva das equipes CPE 90 e CPE ALFA.
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