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Farelo e óleo de soja sustentam mercado em meio à demanda aquecida e avanço da safra sul-americana

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O mercado global de farelo e óleo de soja atravessa um momento de forte sustentação nos preços, impulsionado principalmente pela demanda aquecida por biocombustíveis, valorização do petróleo e margens atrativas de esmagamento. No entanto, a expectativa de aumento da oferta sul-americana nas próximas semanas pode trazer pressão adicional às cotações internacionais.

A análise faz parte do relatório Agro Mensal de maio, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca o desempenho positivo dos derivados da soja ao longo de abril e os desafios esperados para o segundo semestre.

Óleo de soja lidera valorização no mercado internacional

Segundo o relatório, o óleo de soja foi o principal responsável pela sustentação do complexo soja em Chicago durante abril. Na Bolsa de Chicago (CBOT), a média de preços do óleo avançou 6% em relação a março, alcançando 69,7 centavos de dólar por libra-peso.

A valorização foi impulsionada pelo avanço do petróleo e pela expectativa de demanda firme do setor de biocombustíveis nos Estados Unidos. O cenário aumentou a competitividade do óleo de soja frente a outros óleos vegetais e elevou a participação do derivado na receita da indústria de esmagamento.

De acordo com o Itaú BBA, as margens de processamento seguem bastante atrativas, especialmente nos Estados Unidos e no Brasil, favorecendo o aumento da demanda industrial e o posicionamento comprador dos fundos no complexo soja.

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No mercado brasileiro, o óleo de soja acompanhou o movimento internacional e registrou alta de 4% em abril no Mato Grosso, chegando a R$ 6.066 por tonelada. Mesmo com momentos de valorização do real frente ao dólar, a demanda doméstica ajudou a sustentar os preços.

Farelo de soja acumula terceira alta consecutiva

O farelo de soja também manteve trajetória positiva no mercado internacional. Em Chicago, o produto registrou a terceira alta mensal consecutiva, fechando abril com média de US$ 325 por tonelada, avanço de 2,4% frente a março.

Apesar do cenário global de ampla oferta e forte ritmo de esmagamento, a demanda segue firme. O USDA revisou para cima o consumo americano de farelo de soja na safra 2025/26, passando de 38,5 milhões para 39,2 milhões de toneladas.

No Brasil, o farelo acompanhou a valorização externa. Em Rondonópolis (MT), os preços avançaram 6% em abril, atingindo R$ 1.585 por tonelada.

Avanço da safra argentina pode pressionar preços

Apesar do cenário positivo observado em abril, o Itaú BBA alerta para uma possível pressão sobre os preços nas próximas semanas devido ao avanço da colheita argentina e ao aumento da oferta global de derivados.

A expectativa é de crescimento relevante na disponibilidade de óleo e farelo sul-americanos, especialmente com a normalização gradual da colheita na Argentina, que vinha sofrendo atrasos por causa das chuvas.

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Segundo o relatório, a maior oferta tende a enfraquecer os prêmios de exportação e aumentar a concorrência do produto brasileiro no mercado internacional. Além disso, o mercado já precifica uma oferta confortável para os próximos meses, refletida na curva invertida do óleo de soja em Chicago.

No mercado doméstico, os preços do óleo de soja também passaram a sofrer pressão da deterioração da paridade de exportação, da queda dos prêmios e da valorização cambial.

Oferta global segue elevada para 2027

O relatório também destaca que o mercado já trabalha com expectativa de ampla disponibilidade global de soja e derivados para a safra 2026/27.

Estados Unidos, Brasil e Argentina devem caminhar para mais um ciclo de elevada produção, mantendo confortável o balanço global de oferta e demanda.

No caso do farelo de soja, a produção mundial deve atingir 290 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 3% frente ao ciclo anterior, enquanto o consumo global deve crescer 5%, alcançando 286 milhões de toneladas.

Mesmo com o aumento da demanda, o mercado deve continuar monitorando fatores como petróleo, política de biocombustíveis nos EUA, clima na América do Sul e comportamento do câmbio, que permanecem decisivos para a formação dos preços do complexo soja nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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