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Plantão Policial

Fonoaudióloga é acusada de abusar e torturar crianças autistas em SP

Uma ex-funcionária fez vídeos, fotos e áudios das agressões feitas pela fonoaudióloga. A mulher decidiu fazer a denúncia na polícia quando viu uma das crianças receber um tapa no rosto. O celular da ex-funcionária foi apreendido para perícia do material gravado.

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A Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) investiga algumas denúncias feitas por mães de crianças da cidade de Duartina, no interior do estado, que alegaram agressões e abusos supostamente praticados por parte de uma fonoaudióloga de uma escola local.

A profissional se referia às crianças com Transtorno do Espector Autista (TEA) como “filho da puta”, “demônio”, “chato”, “insuportável”, entre outros termos. Cópias das conversas que fazem parte da investigação. “Cagou minha sala inteira. Filho da p***”, disse. Em outra, escreveu: “Demônio chegou”.

Uma ex-funcionária fez vídeos, fotos e áudios das agressões feitas pela fonoaudióloga. A mulher decidiu fazer a denúncia na polícia quando viu uma das crianças receber um tapa no rosto. O celular da ex-funcionária foi apreendido para perícia do material gravado. O laudo deve ficar pronto nesta semana. O delegado responsável pelo caso, Paulo Calil, afirmou que também apura se foi praticado o crime de tortura.

“Não houve ainda sequer a constituição formal de inquérito policial, de modo que todas as informações referentes às denúncias devem ser analisadas com cautela e prudência, tanto em respeito à pessoa das acusadas como às supostas vítimas”, afirma a defesa da acusada.

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Uma mãe disse que filho de 3 anos atendido pela fonoaudióloga relatou que a “tia” tocava em seu órgão genital. “Onde a tia pegava e colocava a mãozinha?”, questionou a mãe em vídeo. A criança respondeu “Aqui” e apontou para a fralda.

Outra mãe, denúncia, que o seu menino diagnosticado com autismo severo, recebeu um tapa na boca” “É muito difícil, eu sei de onde o meu filho veio, sei o que ele passou pra chegar onde está. É uma criança que não sabe falar, que não sabe se expressar. Ele é extremamente vulnerável. O tapa doeu muito mais em mim. Desumano”, disse a mulher.”

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