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Luto

Gêmeos siameses unidos pelo abdômen falecem após complicação infecciosa em hospital de Goiânia

Os recém-nascidos compartilavam o fígado e parte do intestino grosso, uma condição rara que ocorre em aproximadamente 1 caso a cada 150 mil nascimentos, segundo o médico Zacharias Calil, responsável pelo acompanhamento do caso.
Gêmeos siameses unidos pelo abdômen falecem após complicação infecciosa em hospital de Goiânia. Foto: Reprodução

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Bernardo e Eduardo, gêmeos siameses que nasceram unidos pelo abdômen no final de maio, morreram em decorrência de um grave quadro de infecção intestinal. O caso aconteceu no Hospital Estadual da Mulher (Hemu), na capital goiana, onde os bebês estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).

Os recém-nascidos compartilavam o fígado e parte do intestino grosso, uma condição rara que ocorre em aproximadamente 1 caso a cada 150 mil nascimentos, segundo o médico Zacharias Calil, responsável pelo acompanhamento do caso. A complexidade da união entre os siameses exigia cuidados especializados e monitoramento constante.

A sequência de eventos que levou à morte dos irmãos começou no sábado (6), quando Bernardo desenvolveu enterocolite necrotizante intestinal — uma infecção grave que causa danos ao intestino. O bebê apresentou parada cardíaca irreversível e não resistiu às complicações.

Com a situação de Bernardo se agravando, os médicos decidiram realizar uma cirurgia de separação de urgência para tentar preservar a vida de Eduardo, que até então mantinha sinais vitais. No entanto, despite da intervenção, o segundo bebê também não sobreviveu às complicações resultantes do procedimento e faleceu no domingo (7).

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O médico Zacharias Calil comunicou a triste notícia através do Instagram no domingo, explicando que a decisão pela cirurgia de emergência foi a única alternativa disponível na situação, mas que Eduardo não resistiu.

Aline Silva Santos Gomes e Gleibson Gomes, pais dos gêmeos, são originários do Tocantins e vieram para Goiás com o objetivo específico de realizar o parto dos meninos em Goiânia, cidade que se tornou referência em cirurgia de separação de siameses.

Em mensagem emocionada nas redes sociais, Gleibson, o pai, desabafou sobre a dor da perda. “Sonhava em ver os filhos separados e vivendo”, disse, revelando as expectativas que hada para o futuro dos irmãos.

O sepultamento dos bebês será realizado em Goiânia, pois Aline não estava em condições de saúde para viajar de volta ao Tocantins com as crianças.

Goiânia já se tornou conhecida nacionalmente por realizar com sucesso procedimentos de separação de siameses, como o caso dos gêmeos Arthur e Heitor, de 4 anos, que foram preparados para operação de separação.

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Aperda dos dois bebês marca um momento de luto para a família e para a comunidade médica que acompanhou o caso com atenção, desde o diagnóstico da união siamesa até o nascimento e as complexas decisões médicas que se seguiram.

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