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Goianésia: Cerca de 30 pessoas são enganadas por estelionatário

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Um homem de 35 anos foi preso nesta terça-feira (16), suspeito de aplicar o “golpe da viagem”, em cerca de 30 pessoas no município de Goianésia.

Segundo investigações da Polícia Civil, José Fernando Carvalho de Souza cobrava valores entre R$ 4 mil e R$ 5 mil em troca de vagas de emprego no Canadá e facilidade em conseguir o visto necessário para viver no país.

O delegado responsável pelas investigações do caso, Marco Antônio Maia, explicou que o suspeito chegou a morar no Canadá e por isso possuía muitas fotos do país. “Ele mostrava as imagens e oferecia vagas de emprego no local, prometendo ainda facilidade para conseguir o visto, pois supostamente teria contatos na embaixada”, conta.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito estaria recrutando pintores e carpinteiros que receberiam U$ 35 por hora trabalhada. Desse modo, convenceu moradores da cidade a passarem valores em dinheiro para o suspeito, que supostamente seriam necessários para custear a viagem.

O delegado apontou ainda que as vítimas foram levadas por José Fernando à Polícia Federal, em Anápolis, para dar entrada no processo de retirada dos passaportes. Na época estabelecida para conseguir os vistos, as pessoas procuraram o suspeito e descobriram que ele havia deixado Goianésia.

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As vítimas então procuraram a 15ª Delegacia Regional de Polícia que deu início às investigações e descobriu que José Fernando já havia aplicado golpe semelhante na cidade de Linhares, no Espírito Santo. Então, a Unidade de Inteligência (Unint) da PC descobriu que, após deixar Goianésia, o suspeito estava vivendo em Natal (RN).

Após quase um ano de investigações, a Polícia Civil de Goianésia entrou em contato com a polícia do Espírito Santo, que efetuou a prisão do suspeito. Segundo Marco Antônio, a justiça potiguar vai ser acionada, para que José Fernando responda também pelos crimes cometidos naquele estado.

O delegado explicou que representou pela prisão do suspeito por 30 crimes diferentes de estelionato, mas ressaltou que a justiça pode optar por aplicar pena por crime continuado.

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