O Conselho Estadual de Educação (CEE) de Goiás determinou o encerramento imediato das atividades escolares do Colégio Exemplo, no Setor Jardim Planalto, em Goiânia. Conforme parecer técnico divulgado pelo órgão, dentre os motivos para o fechamento está a emissão de certificado de conclusão de nível médio para alunos que não frequentaram a instituição. A reportagem do JORNAL DO VALE tentou contato com a escola através do telefone (62) 3287-2529, mas as ligações não foram atendidas, caindo na caixa de mensagem.
Conforme o parecer realizado pelo conselho apontou 104 alunos que ingressaram no ensino superior com certificados do colégio, mas sem vínculo algum, e 329 estudantes que não constam nas atas de resultados finais apresentadas pelo colégio. Dentre outros pontos, o CEE disse ainda que há “flagrante adulteração de diários de classe”, em que consta os nomes de alunos que se matricularam ao longo do ano e nos diários de classe apresentados consta que os mesmos alunos frequentaram aulas. “Nós temos casos ainda de alunos quase reprovados em outras instituições e que iam para o colégio no final do ano, em dezembro, e eram aprovados”, contou o conselheiro Marcos Elias.
De acordo com Elias, no final do ano passado, depois de acompanhar outras irregularidades, o conselho permitiu a continuidade das atividades somente com os alunos que já haviam se matriculado para o ano letivo de 2016. “Tomamos uma decisão que permitia que eles continuassem funcionando com esses alunos. Só que vimos depois que era impraticável a continuidade, porque surgiram novas denúncias”, explicou.
O conselheiro informou ainda que uma equipe do CEE está na escola acompanhando toda a retirada de documentação de transferência. O conselho, segundo Marcos Elias, reservou vaga para todos os alunos na rede pública estadual.
Advogado constitucionalista ouvido pela nossa reportagem, explicou que o conselho tem o poder de fechar uma escola e que esta decisão é administrativa. A escola agora deve observar se o processo do conselho chegou ao fim e, caso perceba alguma falha, poderá recorrer à Justiça. Victor explicou ainda que o colégio poderia permanecer aberto caso conseguisse uma liminar na Justiça.






































