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Economia

Goiás mira 80 mi de toneladas de cana na safra 2026/27 e expande etanol de milho em meio a guerra no Oriente Médio

O estado investe em biogás e biometano, com políticas como ônibus a biometano no transporte público. “Precisamos de competitividade e segurança jurídica para atrair mais recursos”, alerta o executivo.
Goiás mira 80 mi de toneladas de cana na safra 2026/27 e expande etanol de milho em meio a guerra no Oriente Médio. (Foto: Mírian Tomé)

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A safra 2026/27 de cana-de-açúcar em Goiás deve processar cerca de 80 milhões de toneladas, com forte viés para o etanol. Segundo avaliação inicial do Sifaeg/Sifaçúcar, cerca de 70% da produção estadual segue destinada ao biocombustível, tendência que deve se intensificar com preços favoráveis e maior liquidez. “Muitas unidades não produzem açúcar, o que reforça o foco no etanol”, explica André Rocha, presidente executivo das entidades.

Etanol de milho desponta como estrela goiana

O etanol de milho ganha força com novas plantas e ampliações. Destaques incluem a unidade da Inpasa em Rio Verde (operação no fim de 2026), investimentos da São Martinho em Quirinópolis (R$ 1,1 bilhão para 635 mil toneladas/ano, gerando 270 mil m³ de etanol) e Serranópolis (R$ 60 milhões), além da Neomille em Chapadão do Céu (R$ 140 milhões para 1,2 milhão de toneladas/ano, a partir de agosto). CerradinhoBio e Eber Bio (Montes Claros) também avançam. “Goiás deve ser vice-líder nacional no etanol de milho”, projeta Rocha.

Biogás e biometano aceleram descarbonização

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O estado investe em biogás e biometano, com políticas como ônibus a biometano no transporte público. “Precisamos de competitividade e segurança jurídica para atrair mais recursos”, alerta o executivo.

Guerra pressiona custos com diesel e fertilizantes

Conflitos no Oriente Médio elevam o petróleo, encarecendo diesel para colheita e logística da cana, o que aperta margens. Fertilizantes importados também sobem, ameaçando rendimentos futuros. “Incertezas globais complicam o planejamento, com volatilidade em açúcar, etanol e câmbio. Foco em eficiência e redução de dependências é essencial”, conclui Rocha.

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