Um homem que não teve a identidade divulgada, morador de São Francisco de Goiás no Vale do São Patrício, perdeu R$ 8.500,00 ao ser vítima de golpe supostamente em Trindade, após tentar comprar um veículo.
Conforme o boletim de ocorrência, a vítima visualizou um anúncio de venda de um VW/Gol, ano 2007/2008 no perfil do Facebook do vendedor, e se interessou pelo carro anunciado pelo o valor de R$ 9.200,00, que se sabe conforme levantamento o valor da tabela Fipe é de R$ 17.500. A vítima achou que era um bom negócio.
A homem entrou em contato com o anunciante via WhastApp, que em conversa com o suposto vendedor, este disse que a vítima tivesse interesse poderia ir até a casa de seu sobrinho, onde o carro se encontrava e após verificar as condições do veículo poderia fechar o negócio. Assim, no último dia 20, a vítima deslocou até o endereço do suposto sobrinho do anunciante na rua NM 11, residencial Nova Morada, em Trindade. Por volta de 15h00 a vítima foi recebida pelo a pessoa de “D.H.S.”, na qual se identificou como sobrinho do anunciante, que a vítima então analisou que após se interessar por ele, indagou ao anunciante se ele poderia fechar o negócio por R$ 8.500,00, ao que o anunciante concordou, que a vítima relata que perguntou para D.H.S. se poderia sacar o dinheiro e entregar para ele, que D.H.S., disse que não era necessário, e que poderia depositar diretamente na conta do tio dele, que então a vítima depositou via transferência bancária através da conta de um amigo Laerte, para uma conta em nome Jhonathan.
A vítima após efetuar a transferência do dinheiro, indagou D.H.S. sobre a transferência do veículo, ele disse que nenhum valor tinha caído na sua conta.
A vítima realizou o Pix e foi para o cartório para arrumar a documentação, chegando lá D.H.S. disse que seu tio parou de responder e disse que não iria entregar o carro.
A vítima acionou a polícia e todos foram parar na Delegacia de Polícia Civil, foram ouvidos e liberados.
Golpe do falso intermediário
O advogado, conselheiro da OAB-GO e jornalista, Dr. André Marques disse para a nossa reportagem que o fato ocorrido com o morados de São Patrício é um dos golpes mais aplicados no mercado de compra e venda de carros usados, denominado “golpe do falso intermediário”. A ação consiste quando o criminoso engana duas pessoas, utilizando dois argumentos diferentes, um para cada vítima, e a grande jogada é que ele pretende que uma não converse com a outra sobre o meio de pagamento e o valor a ser tratado.
Em alguns casos o criminoso clona o anúncio do verdadeiro dono do veículo. Apesar do golpe ser um pouco complexo, ele consiste basicamente, no criminoso buscar em um site de vendas de veículos um que lhe chama atenção. Após isso, ele começa a conversar com o proprietário desse veículo, e o proprietário, sem perceber, se torna a primeira vítima. O golpista começa a perguntar detalhes do veículo e, então, realiza um anúncio num site de vendas como se fosse o próprio proprietário.
Durante a visita para avaliar o carro, em nenhum momento o comprador ou o vendedor falaram do tal intermediário e do valor do negócio, então o criminoso conseguiu superar a primeira fase do golpe: as vítimas não se comunicaram a respeito das formas de pagamento e os meios de pagamento do veículo.
O advogado menciona que a vítima compradora na maioria das vezes, anda no carro, testa e e na mesma hora eles vão para o cartório fechar o negócio. Nesta ocasião, o falso intermediário fala que não poderia estar lá naquele momento, porque estava resolvendo outra situação. Ele passa os dados de uma conta de um laranja, uma terceira pessoa, e a vítima faz a transferência para a conta indicada pelo golpista. Sem constatar o dinheiro na sua própria conta, o dono do carro se recusa a assinar o recibo.
Na maioria das vezes o vendedor diz que: “Não, eu não tenho primo que está vendendo. Esse cara entrou em contato comigo, falou que ficava com o carro e ia vender para um ex-funcionário dele. Então não era para eu entrar em detalhes de valor com o senhor, em detalhes de nada, só mostrar o carro que o resto ele resolvia”.
Todo mundo se deu conta de que era um golpe, a polícia é acionada e tarde demais, o golpista some com o dinheiro depositado pelo comprador e nunca mais aparece. Os prejuízos em cada caso é uma situação. Algumas o vendedor a outra o comprador. O advogado ouvido pela nossa reportagem alerta que “na maioria das vezes o veículo é sempre abaixo do preço do mercado”.
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