O caminhoneiro Junio Vagner Moura Gomes, de 45 anos, foi preso suspeito de atirar contra a ex-mulher e matar um homem que teria curtido uma foto dela nas redes sociais, em Nova Crixás. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime e alegou ter agido por ciúmes ao descobrir que os dois mantinham um relacionamento.
O advogado de Junio, Ademir Luiz da Silva, disse que seu cliente “perdeu a cabeça” e queria que ela rompesse a relação porque desejava retomar a união.
A vítima, uma professora de 41 anos, foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Ela está na UTI, em estado geral grave, consciente e respirando com a ajuda de aparelhos. Já o pedreiro Gilvan de Jesus morreu logo após ser baleado.
Junio se apresentou à polícia em Goiânia no domingo (16), ocasião na qual foi cumprido o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça contra ele. O delegado Rilmo Braga, titular da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios, disse que o casal manteve a união por 25 anos e estavam separados há dois. No entanto, segundo o delegado, Junio nunca aceitou o término.
“Ele alega ter matado e tentado matar exclusivamente em razão de ciúmes. Há 15 dias ele teria tomado conhecimento que sua ex estaria namorando com a vítima falecida, o que teria gerado nele um sentimento de ódio exacerbado”, afirma.
Segundo o delegado, após o crime, a arma foi jogada em um rio. Depois, porém, o suspeito pediu para o que próprio pai pegasse o revólver e apresentasse à polícia.
Junio disse em depoimento que soube do relacionamento de Gleide e Gilvan ao ver nas redes sociais que ele “passou a curtir as fotos dela”. Disse ainda que, apesar de separados, “nunca deixou de gostar” da ex-mulher.
Inicialmente, a polícia havia divulgado que Junio matou Gilvan e depois baleou Gleide. No entanto, após ser preso, afirmou que os fatos ocorreram na ordem contrária. O delegado disse que vai investigar a divergência, mas que ela pouco interfere nos crimes em si.
A defesa de Junio disse que não vai entrar com pedido de relaxamento de prisão e quer que ele continue, por segurança, detido em Goiás.
“A defesa, no momento, pretende só resguardar a integridade física dele e dos parentes, que já foram ameaçados em Nova Crixás”, destaca. “Ele foi até a casa dela para tentar pegar o telefone para ver o que eles estavam conversando. Pela negativa dela e pelo calor do momento, ele perdeu a cabeça e fez os disparos”, completa.
Junio responderá pelo assassinato de Gilvan de Jesus e pela tentativa de homicídio contra a ex-mulher.
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