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Importação de leite preocupa senador Wilder Morais

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A importação de leite está preocupando o senador Wilder Morais (PP), que tem acompanhado o problema no Senado Federal, em Brasília. A situação reinante afeta 850 mil famílias no Brasil, das quais 70 mil apenas em Goiás. O problema foi discutido, na semana passada, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado (CRA). A presidente, Ana Amélia, inclusive é componente do PP do senador Wilder. E ambos vêm debatendo a situação preocupante dos produtores de leite em todo o país.

O senador Wilder defende que o governo ajude os produtores brasileiros a conseguir uma produção de forma mais barata e, desta forma, o leite não encarecer nas prateleiras dos supermercados. “Não podemos esquecer dos consumidores, principalmente das famílias de baixa renda, que não podem ficar sem leite em suas mesas. Mas também temos que dar força ao setor aqui no Brasil, para que ele não entre em falência e fiquemos reféns da produção de outros países”, observa o senador Wilder.

Na opinião dele, a reunião da Comissão foi “das mais oportunas”, porque levou representantes dos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores a buscarem alternativas que ajudem a corrigir possíveis distorções na relação de compra do leite uruguaio. Nas próximas semanas, o governo federal deve checar os números de importação de lácteos daquele país na busca de um acordo que prime pelo bom senso, uma vez que, segundo os produtores, as exportações anteriormente direcionadas à Venezuela vêm sendo escoadas ao mercado brasileiro. O senador entende a complexidade do problema que afeta os produtores de leite do país, mas “tem as nuances de ordem internacional”.

 

Carência de cotas

“A indústria é favorável ao Mercosul, mas nós precisamos de cotas para não sermos surpreendidos com altos índices de leite no mercado nacional que derrubam o preço e inviabilizam a atividade. Precisamos de uma ação do governo nem que seja com a compra de parte da produção ou incentivos fiscais”, sugeriu o presidente do Sindilat e do Conseleite, Alexandre Guerra. A sugestão do Sindilat é, de imediato, adotar monitoramento do mercado de forma a equilibrar a importação de leite, fixar cotas para o Uruguai e trabalhar na desoneração de máquinas e equipamentos para uso dos produtores e da indústria.

Ao lado do setor, a senadora e presidente da Comissão, Ana Amélia Lemos, reforçou o coro como forma de proteger milhares de pequenos produtores que vivem do leite no Brasil. “O problema é mais complexo do que imaginávamos porque envolve regras internacionais, custo de produção e questões sociais”. Entre as hipóteses em análise está a criação de cotas para o leite do Prata, o que não é bem visto pelo Ministério das Relações Exteriores, que teme retaliações. “Temos que pensar que talvez eles também queiram fechar outros mercados para o Brasil”, alertou o diretor do Departamento do Mercosul, Otávio Brandelli. Contudo, é preciso avaliar que há produtos na pauta de exportação brasileira que não têm livre acesso ao mercado Uruguaio como se gostaria, como a carne de franco, por exemplo.

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