A escolha de Cairo Tavares de Souza, de 31 anos, pelo Governo Federal para a presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) caiu como uma serra elétrica em uma floresta. Isso porque, desde 2007, ano da sua criação, está será a primeira vez que o ICMBio vai ser administrado por alguém sem ligação com a área ambiental.
Cairo é diretor da Fundação Ordem Social, ligada ao PROS e sócio de uma empresa de comércio varejista de bebidas em Valparaíso de Goiás. Ele é bacharel em ciência política pela Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), curso concluído em 2010.
Os antecessores de Cairo no ICMBio sempre foram profissionais com experiência na área socioambiental e que trabalharam na implementação da atual legislação ambiental vigente.
Por meio das redes sociais, servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade repudiaram e mostraram indignação pela escolha de Cairo Tavares para a presidência do Instituto. O grupo se manifestou que não apoia o uso do ICMBio para compensação de interesses políticos e que vão contrário do interesse público.
O ICMBio é responsável pela gestão de 333 Unidades de Conservação que correspondem a 9% do território continental e 24% do território marinho, bem como a coordenação e implementação de estratégias para as espécies ameaçadas de extinção.
Por meio de nota, a assessoria do ICMBio disse que as nomeações no órgão são feitas pela Casa Civil e Ministério do Meio Ambiente e que “os questionamentos deverão ser feitos às referidas instituições”.
O ICMBio entrou na barganha para o governo e de partidos depois que a medida provisória da compensação ambiental, que autoriza a autarquia a selecionar um banco público para gerir uma espécie de “Fundo Amazônia” da compensação ambiental, foi aprovada. O fundo está com uma reserva de R$ 1,4 bilhão em multas ambientais retidos no caixa geral.












































