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Jayme Rincón: manutenção das rodovias é prioridade absoluta

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“Goiás está colhendo os frutos plantados no mandato anterior. Temos entregado à população obras importantíssimas todo o final de semana. E será assim até o final do ano.” A afirmação é do presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas, Jayme Rincón, que admite que há obras paradas em Goiás, e que algumas delas ficarão paralisadas durante todo o ano de 2015, mas serão efetivamente retomadas em 2016. E arremata: “diferente de outros estados, enquanto isso teremos uma agenda altamente positiva.” Confira os detalhes, inclusive com um cronograma de entrega de obras, nesta entrevista com o titular da Agetop.

Importantes obras estão paralisadas em Goiás. Quando serão retomadas?
Jayme Rincón – Com relação a obras de responsabilidade do Estado, algumas realmente se encontram paralisadas. Trabalhávamos com a expectativa de um aporte de recursos, um financiamento que já havia sido assinado no final do ano passado pela presidente Dilma Rousseff, para darmos andamento a essas obras. Com a troca da equipe econômica, o atual ministro, Joaquim Levy, não está autorizando nenhum tipo de financiamento, e já deixou claro que qualquer discussão em termos de aporte para estados e municípios só será discutida no próximo ano. Em função disso, tivemos que paralisar essas obras e algumas delas ficarão paralisadas durante todo o ano de 2015, mas serão efetivamente retomadas em 2016. Os contatos da secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, com a equipe financeira do governo federal, sinalizam que não teremos dificuldade em conseguir os financiamentos necessários a partir de 2016, até porque o Estado tem capacidade de endividamento para tomar esses empréstimos.

Diferente de outros estados, enquanto isso teremos uma agenda altamente positiva. Estamos colhendo os frutos plantados no mandato anterior. Temos entregado à população obras importantíssimas todo o final de semana. E será assim até o final do ano. Estamos com a parte edificação do Hugo 2 totalmente concluída. Esperamos agora apenas que a saúde termine os últimos ajustes para que possamos entregar o hospital em tempo recorde. Ele foi erguido em 20 meses, uma obra de 74 mil metros quadrados. Quanto ao Centro de Excelência do Esporte, estamos terminando a cobertura para ser entregue ainda no segundo semestre. Uma arena moderníssima, com todos os requisitos para receber as mais diversas modalidades olímpicas. As duplicações das rodovias também encontram-se bastante avançadas. Ainda no primeiro semestre vamos entregar a duplicação até Bela Vista totalmente iluminada. O Centro de Convenções de Anápolis está parado pois precisa de uma readequação orçamentária, e de todos os trâmites burocráticos para que ela seja retomada. No máximo em 60 dias retomaremos as obras e conseguiremos entregar um cronograma prevendo sua conclusão.

Os prefeitos têm dúvidas em relação à continuidade do programa Rodovida Urbano. Como está essa situação?
Jayme Rincón – Os prefeitos têm reclamado em relação ao programa de asfaltamento urbano iniciado no ano passado por meio do Rodovida Urbano. Em 2015, o programa sofreu uma interrupção devido ao período chuvoso. É importante que deixemos bem claro que essa não é uma atribuição do Estado. Apenas fazemos esses convênios para que os municípios consigam melhorar a qualidade de seu asfalto, mesmo não sendo nossa função como gestores estaduais. O asfalto urbano sempre foi obrigação dos municípios. O governador Marconi Perillo, pelo seu caráter municipalista, sempre voltado a ajudar aos prefeitos, criou esse programa para contribuir com a melhoria das vias públicas. Mas é importante lembrarmos que o Brasil como um todo vive um período de grave crise financeira. Logo que consigamos equacionar esse problema financeiro e viabilizar recursos, o programa será retomado.

Sobre a privatização das rodovias estaduais, como anda essa discussão?
Jayme Rincón – Esse é um assunto que foi debatido e colocado com muita clareza por Marconi Perillo desde 2010. Ele deixou claro na época que, se eleito, ia conceder as rodovias goianas que houvesse interesse da iniciativa privada. Fomos atropelados pelo governo federal que privatizou as principais rodovias federais que cortam o estado. Portanto, se não partirmos para a concessão das nossas rodovias nos termos uma fuga enorme de veículos pesados das rodovias federais para as estaduais, deteriorando o patrimônio dos goianos. Goiás é um Estado de passagem, quem sai do Norte e Nordeste e vai para Sul e Sudeste tem obrigatoriamente que passar por Goiás. Temos que cuidar dessa malha para termos condições de mantê-la com a mesma qualidade com que foram entregues. Retomamos os estudos no final do ano passado, de forma mais abrangente, nossa intenção é conceder de 2,5 mil a 2,8 mil quilômetros de rodovias. Com isso estaremos garantindo para as futuras gerações que a nossa malha rodoviária terá uma manutenção adequada. Quem transitar por essas rodovias terá segurança. Não discuto a carga tributária brasileira que é muito alta. O pedágio é a taxa mais justa que se paga. Só paga quem usa, e os usuários ainda tem em contrapartida um excelente serviço. Sempre fui um defensor da concessão dessas rodovias, não nos cabe outra alternativa a não ser fazer essa concessão.

Quando isso seria?
Jayme Rincón – Temos a intenção de publicar o edital ainda nesse ano. Estamos trabalhando com essa possibilidade para que se conclua todo o processo licitatório até o final de 2015. Em 2016, vamos iniciar o cronograma de implantação da cobrança de pedágio e de melhoria na qualidade dos serviços. O que já estava definido inicialmente é que seriam concedidas as rodovias duplicadas. Agora estamos fazendo um estudo mais abrangente. Estamos na fase de contagem de tráfego para ver quais teriam necessidade, ou apresentam atrativos econômicos e financeiros para que a iniciativa privada participe desse processo de escolha. A nossa malha rodoviária é antiga. De uns anos para cá tivemos uma mudança no perfil socioeconômico do Estado. Hoje somos um estado industrializado e o tráfego mudou e muito, tanto a sua intensidade quanto o peso das mercadorias transportadas. Quem for o vencedor dessa concessão terá que se comprometer a fazer uma alteração na base de todas essas rodovias, melhorando a condição do pavimento e dando segurança para essas estradas recebam veículos pesados. A concessão das GOs será debatida com a maior transparência possível, não teremos um pedágio que não seja condizente com a realidade socioeconômica do goiano.

Quais as prioridades da Agetop durante 2015?
Jayme Rincón – Nossa maior dificuldade está na manutenção das estradas. Portanto, o governador determinou que a manutenção das rodovias seja uma prioridade absoluta dentro da Agetop. Investimos mais de R$ 2 bilhões na reconstrução de 5 mil quilômetros de rodovias. Esse é um patrimônio de todos os goianos. Não podemos deixar que esses recursos sejam desperdiçados caso a malha rodoviária não receba os devidos cuidados. Portanto, esse problema pontual está sendo solucionado. Estamos viabilizando agora recursos para a terceira etapa do Rodovida Reconstrução, onde vamos reconstruir mais 2,6 mil quilômetros de rodovias. Com isso, Marconi terá reconstruído mais de 6 mil quilômetros de estradas totalmente reconstruídas. Tenho certeza que teremos a melhor e mais moderna malha rodoviária do País.

E quais serão as prioridades para os próximos quatro anos?
Jayme Rincón – As obras paralisadas esse ano serão retomadas no próximo ano. Iremos cumprir o cronograma e elas serão entregues até o final do mandato do governador em 2018. Tudo que for ser executado nesse novo mandato precisa ser licitado e contratado até o final de 2015. Marconi Perillo já definiu o que vamos construir nesse quarto mandato e cabe à Agetop cumprir esse cronograma. Nós não teremos grandes dificuldades financeiras a partir do próximo ano. O governador está fazendo seu dever e se antecipando aos problemas com criatividade e soluções estratégicas. A crise está apenas se aprofundando, por isso estamos saindo na frente para que em 2016 possamos ter um governo trabalhando no mesmo ritmo do final do ano passado.

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