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Política

Líder do governo diz que votação sobre reajustes na Segurança Pública deve ser concluída antes das eleições

Segundo o parlamentar, todas as demandas apresentadas pelas categorias serão encaminhadas ao governador Daniel Vilela (MDB) e às equipes das corporações para análise durante a tramitação.
Foto: Hellenn Reis

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O líder do governo na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Talles Barreto (UB), afirmou nesta quarta-feira (24) que o pacote de valorização dos profissionais da Segurança Pública deverá ser votado antes do início do período eleitoral, o que permitiria a aplicação das medidas ainda em 2026. Segundo o parlamentar, todas as demandas apresentadas pelas categorias serão encaminhadas ao governador Daniel Vilela (MDB) e às equipes das corporações para análise durante a tramitação.

O projeto, enviado pelo Executivo estadual, reúne uma série de mudanças para militares, policiais civis, agentes penitenciários e outros servidores ligados à segurança pública, incluindo aumentos salariais, criação de novas carreiras e ampliação de benefícios. O governo estima impacto financeiro de R$ 445,1 milhões em 2026 e R$ 771,9 milhões em 2027.

Medidas previstas

– Polícia Militar e Corpo de Bombeiros: reajuste de 20% no subsídio dos coronéis, vinculado ao tempo de serviço e à progressão na carreira; criação do Quadro de Oficiais Especialistas, com possibilidade de ascensão até tenente-coronel; subtenentes com aumento estimado em quase 16%.
– Polícia Civil: reajuste de 10,01% para agentes; criação de novos níveis na Classe Especial da carreira de delegado, com acréscimo de 20% na remuneração da Classe Final; ampliação dos valores pagos por serviços extraordinários.
– Polícia Científica: criação de diretoria própria para ampliar autonomia administrativa.
– Outras categorias: cargos hoje de nível médio (por exemplo, auxiliar de autópsia e fotógrafo criminal) passarão a exigir formação superior; Polícia Penal terá novos cargos de direção; fiscais do Procon Goiás terão reajuste superior a 50%.
– Educação: indenização por horas-aula aumentaria 50%, e a indenização por localidade para servidores que atuam na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride) também seria reajustada.

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Tramitação e resistência

A matéria foi lida em plenário e encaminhada à Comissão Mista da Alego, mas teve a tramitação suspensa após pedido de vista dos deputados Eduardo Prado (PL), Major Araújo (PL), Mauro Rubem (PT) e Antônio Gomide (PT). Talles Barreto reconheceu críticas e discussões em torno do conteúdo do pacote e disse acreditar que, mesmo assim, o texto avançará a tempo de valer ainda neste ano.

O líder do governo ressaltou que, na avaliação dele, muitos avanços promovidos pelo Executivo não recebem o reconhecimento esperado por parte de alguns segmentos das corporações. “Vamos encaminhar todas as reivindicações ao governador e às equipes das forças de segurança para que possam ser analisadas. Nosso objetivo é construir uma proposta que contemple as necessidades e que seja viável financeiramente”, declarou o deputado.

Reações e próximos passos

Representantes de categorias ainda não oficializaram posição unificada quanto ao pacote. Parlamentares que pediram vista indicaram necessidade de mais tempo para avaliar o impacto orçamentário e os efeitos na estrutura das carreiras. Sindicatos e associações de classes devem se reunir nos próximos dias para avaliar o texto e definir manifestações.

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A expectativa é de que, após a Comissão Mista retomar a análise, o projeto passe por votações nas comissões técnicas e, em seguida, seja levado ao plenário da Alego. Caso aprovado antes do fechamento das regras do calendário eleitoral, as alterações poderão ser implementadas já em 2026, conforme previsão do governo.

Impacto fiscal

Especialistas em administração pública ouvidos preliminarmente por deputados apontam que a adoção das medidas demandará ajustes orçamentários nos próximos exercícios. O Executivo projetou um aumento progressivo da despesa que se acentua em 2027, e o debate entre necessidade de valorização dos servidores e sustentabilidade fiscal deve marcar as próximas semanas de tramitação.

A reportagem procurou o governo do estado e representantes das categorias para comentários; atualizaremos com posicionamentos oficiais assim que forem enviados.

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