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Manifestação contra Bolsonaro reuni milhares em Goiânia

A principal pauta do protesto é a saída do presidente Jair Bolsonaro do poder

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Na manhã deste sábado (3), uma manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aconteceu em Goiânia. A organização estima que 3 mil pessoas participam do protesto. A Polícia Militar, que acompanhou os manifestantes, não fez contagem de participantes do ato.

A concentração começou às 9h, na Praça Cívica, no Centro de Goiânia. De lá, os manifestantes seguem a pé e de carro pela Avenida Goiás, param na Praça do Bandeirante e continuam a passeata com destino à Praça do Trabalhador, onde o ato deve se encerrar por volta das 14 horas.

A principal pauta do protesto é a saída do presidente Jair Bolsonaro do poder. Os atos, porém, ganharam mais impulso com as denúncias recentes que surgiram com o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.

O próximo ato previsto, depois do que foi realizado no dia 19 de junho, era para 24 de julho. Entretanto, segundo Fábio Júnior, que é presidente da UP em Goiás e um dos organizadores da manifestação em Goiânia, o surgimento dos escândalos envolvendo denúncias de corrupção do governo Bolsonaro na compra de vacinas contra a Covid-19 motivaram a antecipação.

Ele conta que há atos previstos, ainda em julho, para os dias 13 e 24. “Todo dia surge algo novo por causa da CPI. E essas novas denúncias fizeram com que surgisse uma agenda de atos pelo Fora Bolsonaro”, diz.

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A manifestação em Goiânia é organizada por diversas entidades, comandadas pelo Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania. Um dos coordenadores, João Pires diz que, além das denúncias, o ato ainda tem como principal pauta a defesa da vacina para todos.

Outras demandas

Segundo ele, também continuam em pauta a posição contra a reforma administrativa e as privatizações. “Neste momento de crise o governo continua a conduzir essas duas pautas que são agressivas a todos”, diz. Durante o ato, os manifestantes voltaram a levantar cartazes contra deputados federais e senadores goianos que votaram a favor de matérias como a privatização da Eletrobrás.

João afirma que da bancada goiana no Congresso Nacional, os deputados Elias Vaz (PSB), Flávia Morais (PDT) e Rubens Otoni (PT) declaram apoio à manifestação. “Que são os três que têm se posicionado a favor das nossas demandas”, diz.

Apesar dos organizadores defenderem o ato sem aglomerações, por conta do risco de transmissão pela Covid-19, o distanciamento social não foi respeitado. Ainda assim todos estavam de máscara. “Temos uma comissão de segurança que distribui máscaras cirúrgicas, álcool em gel e orienta o distanciamento”, afirma João.

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Segundo ele, apesar de distribuírem máscaras cirúrgicas, a orientação foi para as pessoas priorizarem o uso de PFF2/N95, que veda melhor o rosto.

O organizador também destaca que não se trata de uma manifestação com o objetivo de lançar candidato específico para disputar a presidência em 2022. “É só olhar a diversidade da participação. Temos na composição diversas lideranças partidárias, que é o que garante que o nosso foco é na unidade contra Bolsonaro, porque ninguém aguenta essa política genocida”, conclui.

Em Goiás, também são realizadas manifestações em outros 18 municípios goianos. Os atos ocorreram em cidades da Região Metropolitana, Entorno do Distrito Federal, no Nordeste, Sul e Sudeste goiano, além da região Central do Estado.

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ESTADO

Em Goiás, irmãs morrem de Covid-19 em intervalo de 7 horas

Edilaine Santos da Costa estava grávida de 9 meses e precisou fazer uma cesárea de emergência. Elas estavam internadas em hospitais de cidades diferentes.

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As irmãs Edilaine Santos da Costa, 36 anos, e Elaine Rodrigues dos Santos, 33, morreram de Covid-19 em um intervalo de 7 horas em cidades diferentes de Goiás. Em decorrência da doença, a mais velha, que estava grávida de 9 meses, precisou passar por uma cesárea de emergência e não chegou a conseguir cuidar do filho.

“Foram dias de muito sofrimento. Está sendo um momento muito difícil”, disse Érica Santos da Costa, irmã das duas vítimas.

As duas irmãs testaram positivo para Covid-19 na mesma época. Como Edilaine, após passar pelo parto de emergência do filho, não podia ficar próximo dele, decidiu saiu de Pires do Rio e ir para Morinhos ficar em isolamento com a irmã na casa dela. Foi uma forma que encontraram de permanecer unidas, uma dando força a outra.

Com o passar dos dias, o estado de saúde de Edilaine foi se agravando e ela precisou ser internada no último dia 13. Mesmo com sintomas mais leves, a irmã mais nova também foi internada por garantia.

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Edilaine teve uma piora no estado de saúde e precisou ser transferida de Morrinhos para Itumbiara, onde foi intubada na UTI. “Depois disso, a Elaine, que estava bem, começou a piorar. Acho que o psicológico de ver a irmã sendo levada para a UTI também pode ter afetado”, disse Érica.

Elaine também precisou ser transferida na quinta-feira (29). Ela foi para levada para Senador Canedo.

“Na sexta-feira [30] ela ligou para minha mãe e o marido dela, disse que seria intubada, mas que iria se recuperar, iria sair dessa. Mas às 14h o marido dela recebeu uma ligação pedindo para que ele fosse ao hospital. Lá, disseram que ela tinha morrido”, contou Érica.

Edilaine, que seguia internada em Itumbiara, morreu às 21h do mesmo dia. “Ela viu o filho só de longe, foi a maior dor para ela”, disse a irmã.

As duas foram enterradas neste sábado (31) em Pires do Rio. Além da dor da despedida, a família ainda se preocupa com os pais das duas e o marido de Edilaine, que também estão com Covid-19. Eles se recuperam em casa.

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“A gente fica longe das pessoas que ama, é muito difícil. Não pode estar junto no hospital, não pode fazer um velório para se despedir”, lamentou Érica.

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