Três décadas após o mapeamento completo dos nervos do pênis, cientistas finalmente revelaram o mapa detalhado do clitóris — um órgão envolto em mistérios há séculos. Divulgado em 20 de março, o estudo pioneiro usa raios X avançados para criar imagens 3D de pélvis femininas doadas, expondo uma rede nervosa complexa que desafia crenças antigas e promete transformar a medicina do prazer feminino.
Pesquisadores europeus identificaram cinco grupos principais de nervos, com ramificações arbóreas que se estendem do monte pubiano ao capuz clitoriano e aos lábios vaginais. Contrariando a ideia de que o nervo principal enfraquece na glande, as imagens mostram sua robustez total, explicando melhor a alta sensibilidade da região.
O clitóris só ganhou espaço oficial em livros de anatomia em 1995, após anos de negligência histórica ligada a tabus sobre a sexualidade feminina. “É o primeiro mapa 3D dos nervos dentro das glândulas do clitóris”, celebrou Ju Young Lee, do Centro Médico da Universidade de Amsterdã, em entrevista ao The Guardian.
O impacto vai além da ciência: o mapeamento auxilia cirurgias pélvicas, evitando danos nervosos, e melhora reconstruções em vítimas de mutilação genital feminina — prática que afeta mais de 230 milhões de meninas e mulheres, segundo a OMS. Esse avanço anatômico marca um turning point simbólico na valorização do prazer e da saúde feminina.
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