Opinião
Matérias da vida
Assim como a letra da canção da banda Legião Urbana, “Depois de vinte anos na escola/Não é difícil aprender…”, o perfil Resiliência Humana nos faz pensar nas matérias que todos deveríamos ter como: Nutrição, Inteligência Emocional, Criatividade e Inovação, Convivência e Valores, Palestra, Vendas, Meditação e Felicidade e Inteligência Financeira. São essenciais para nossa construção enquanto humanos, não somente de aprendizado.
Em um mundo vivendo uma pandemia desde o ano passado, essas matérias da vida fariam uma diferença e tanto no cotidiano de cada um. Pensem comigo! Existe uma crise de valores em nosso País. Basta pensar um pouco onde muitas pessoas não se entendem mais. Nem um pingo de compreensão existe entre familiares, imagina entre estranhos? Mas devemos nos lembrar que somos humanos. Podemos ser diferentes, mas iguais em espécie. Ter inteligência emocional e financeira te dão segurança, criam melhores oportunidades e geram expectativas de um futuro melhor.
E isso cabe às seleções de emprego, já no ambiente de trabalho e até dentro de casa. Afinal, ninguém quer pagar caro no que quer que seja. Os produtos estão com preços exorbitantes. Saberíamos nos alimentar bem desde crianças entendendo sobre nutrição. Já saberíamos que meditar faz parte do processo de felicidade. Que o caos de dentro pode ser compreendido. Criatividade, inovação, palestra e vendas são temas necessários em qualquer profissão.
Não são somente línguas e culturas diferentes que possuem importância e agregam no currículo. Ainda colocaria o amor próprio como outra disciplina nessa grade de conhecimento. É preciso amar-se. Mas como fazer isso com tantas relações tóxicas, principalmente consigo mesmo? Tudo é uma eterna construção e diante desses caminhos poderíamos estar tão longe e quem sabe voando?
Se você já entrou no despertar espiritual e tem compreensão de tudo que estou refletindo contigo sabe que nunca é tarde para começar a aprender. Talvez após essa pandemia poderemos estar melhores, porém se iniciarmos agora. Cada um tentando melhorar a si e fazendo a sua parte. Sem tentar controlar o outro ou suas mudanças. Afinal, ninguém muda ninguém, mas é bem capaz de inspirar, bem como fazem os professores da vida. Seja um (a) também!
Caroline Santana é jornalista especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, editora e repórter do Portal Ceres.
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ARTIGO
PEC 6X1: oportunidade para o debate franco acerca da legislação trabalhista
A baixa produtividade nacional está também associada a uma qualidade educacional deficiente, fator que dificulta a implementação de uma jornada reduzida sem impacto negativo na produção. O recente relatório da McKinsey sobre o futuro do trabalho destaca que, para competir em um mercado global, é necessário cultivar habilidades de criatividade, autoaprendizado e flexibilidade. O Brasil, com uma educação pública ainda deficiente, precisaria investir significativamente nesses aspectos para que seus trabalhadores pudessem se beneficiar plenamente de uma jornada reduzida e competir em uma economia mundial em transformação.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6X1, de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), tem como objetivo a redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, mantendo os salários e reorganizando a carga semanal em até quatro dias. Essa proposta vem ao encontro de tendências globais, onde o debate sobre a jornada de trabalho e sua adaptação aos novos tempos — especialmente com o avanço da tecnologia e da inteligência artificial — tem ganhado força.
A PEC 6×1, inspirada pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), idealizado pelo vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), pode ser vista como um ponto de partida para uma análise mais profunda sobre o sistema trabalhista brasileiro e suas limitações, tanto para trabalhadores quanto para empregadores.
A questão da jornada de trabalho reduzida é sustentada por um contexto de aumento da produtividade, impulsionado pelas inovações tecnológicas. Essas inovações permitiram que, em alguns setores, menos horas de trabalho resultassem em níveis de produção iguais ou superiores aos modelos tradicionais. No entanto, a discussão sobre a redução da jornada de trabalho não se limita aos ganhos de produtividade. Ela também envolve uma série de outros fatores, como qualidade de vida, saúde mental, e até mesmo a busca por um equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Em termos práticos, a PEC 6X1 procura responder à demanda por uma jornada de trabalho que promova o bem-estar dos trabalhadores sem sacrificar o desempenho econômico. Entretanto, há obstáculos no que diz respeito à aplicabilidade da medida no contexto brasileiro. O arcabouço jurídico trabalhista do país, com regulamentações amplas, visa proteger o trabalhador, mas frequentemente é apontado como um fator que engessa a iniciativa privada e dificulta a criação de empregos.
A complexidade e os custos associados ao cumprimento das leis trabalhistas brasileiras muitas vezes desestimulam empresários, especialmente os pequenos e médios, de contratar formalmente. O excesso regulatório pode ser, em parte, responsável pela baixa produtividade e pela informalidade ainda presente no mercado de trabalho brasileiro.
Além disso, o Brasil já enfrenta desafios específicos em relação ao mercado de trabalho, como a escassez de mão de obra em algumas regiões e o aumento da informalidade. Há também uma pressão social crescente para ajustar programas de assistência, como o Bolsa Família, para que realmente sirvam como apoio temporário, incentivando a entrada no mercado de trabalho. Isso alinha-se à célebre frase do ex-presidente americano Ronald Reagan, para quem “o melhor programa social é o emprego”. Nesse sentido, um mercado de trabalho desburocratizado e uma política de assistência social orientada para a autonomia individual poderiam ser fundamentais para garantir uma economia mais forte e inclusiva.
A baixa produtividade nacional está também associada a uma qualidade educacional deficiente, fator que dificulta a implementação de uma jornada reduzida sem impacto negativo na produção. O recente relatório da McKinsey sobre o futuro do trabalho destaca que, para competir em um mercado global, é necessário cultivar habilidades de criatividade, autoaprendizado e flexibilidade. O Brasil, com uma educação pública ainda deficiente, precisaria investir significativamente nesses aspectos para que seus trabalhadores pudessem se beneficiar plenamente de uma jornada reduzida e competir em uma economia mundial em transformação.
A PEC 6X1, assim, abre uma oportunidade rara para rever os princípios que sustentam o sistema trabalhista brasileiro e questionar se esse modelo atende às necessidades contemporâneas de um mundo em rápida mudança. Trata-se de uma chance para empreender uma reforma que, ao mesmo tempo que preserva a dignidade dos trabalhadores, valorize a iniciativa privada e encoraje a criação de empregos de qualidade. Como se diz, “quando o cavalo selado passa, é hora de pular e aproveitar a chance”.
André Naves é Defensor Público Federal formado em Direito pela USP; especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social; mestre em Economia Política pela PUC/SP; cientista político pela Hillsdale College; doutor em Economia pela Princeton University; escritor e professor (Instagram: @andrenaves.def).
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