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Maternidade Dona Iris: De volta ao normal

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Após a suspensão de serviços eletivos e exames, o Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI) deverá regularizar os atendimentos a partir da próxima terça-feira (18) O objetivo é receber pacientes via regulação municipal, retornando com procedimentos que não estavam sendo realizados – cirurgia eletiva, mamografia, ultrassonografia e consulta padrão – até o funcionamento de 100% da unidade.

O hospital havia iniciado a suspensão de atendimento há um mês. O diretor executivo da Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc) e administrador da maternidade, José Antônio de Morais, disse que houve reunião nesta semana com a secretária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Fátima Mrue, e ficou acertado que os serviços voltariam.

A suspensão foi ocasionada após anúncio da secretaria à fundação de que iria diminuir o repasse mensal ao hospital. Conforme Morais, a unidade precisa de cerca de R$ 4,3 milhões de repasse mensal para que funcione em plenitude. A SMS, no entanto, informou à Fundahc que o repasse cairia para R$ 2,8 milhões – 65% da quantia necessária e acertada em convênio.

Em março, os atendimentos ambulatoriais foram interrompidos. Mais tarde, no início de abril, a Fundahc informou que a interrupção foi uma solicitação da própria SMS. A secretária, por sua vez, disse que não havia recomendado a suspensão dos serviços, mas que havia orientado a unidade a priorizar a assistência à gestante e ao bebê.

Com o anúncio de que o repasse seria menor, a unidade parou uma série de serviços. A situação pode afetar 2,5 mil atendimentos por mês, conforme informações do hospital. Agora, a secretaria resolveu voltar atrás, segundo Morais, e pagará a quantia acordada no convênio com a fundação.

A partir de segunda-feira os serviços voltarão a ficar disponíveis no sistema de regulação e tudo deve ser normalizado no decorrer da semana.

 

Dívida

Em relação à dívida referente aos últimos meses do ano passado, o diretor informou que será pago junto com o repasse deste e do próximo mês, quando já deve ser quitada.

A SMS devia para a maternidade R$ 25,5 milhões, sendo que no início do mês a dívida caiu para R$ 18,5 milhões. Desta quantia, segundo o diretor, R$ 12,5 milhões são referentes a passivo trabalhista, e o que precisa de fato ser pago são R$ 6 milhões. “Esse valor vai vir diluído nos próximos repasses. Acredito que até o mês que vem deve ser liquidada”, disse.

A reportagem tentou contato com a SMS, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.

Da Redação com O Popular

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