Com o objetivo de ampliar o acesso de outros países à infraestrutura científica avançada do Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinou uma carta de intenções de cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).
A relação será integrada ao programa Unesco Remote Access to Laboratory Equipment (Unesrale — Acesso Remoto à Equipamentos de Laboratório, em inglês). O foco é computação e pesquisa de alta complexidade, com o compartilhamento remoto de recursos e conhecimento.
Segundo o pesquisador, professor e coordenador do Laboratório de IA do CBPF, Clécio de Bom, o objetivo é fortalecer os laços entre os países, em particular, entre aqueles que não têm acesso a laboratórios de ponta. “A ideia é colocar o Brasil numa posição de liderança e auxiliar para que outras nações não fiquem de fora e possam produzir seu próprio conhecimento e reduzir as assimetrias que os ameaçam”, explica o especialista em IA.
A infraestrutura computacional do CBPF estará disponível para pesquisas e formação em inteligência artificial, astrofísica e geofísica. “Nessa primeira chamada, prevista para o segundo semestre, vamos abrir nossos laboratórios de Computação de Alto Desempenho, compartilhar expertise científica e contribuir para a formação de recursos humanos para países da África e insulares [países independentes formados por uma ou mais ilhas]”, afirma o coordenador.













































