O Ministério da Saúde reforçou o protagonismo do Brasil na agenda internacional de saúde durante a participação do secretário-executivo Adriano Massuda na XVII Conferência Ibero-Americana de Ministros e Ministras da Saúde, realizada nos dias 13 e 14 de maio, em Madrid, na Espanha. O encontro reuniu representantes de 22 países para discutir soluções conjuntas para desafios sanitários globais, com foco em financiamento, emergências em saúde pública, acesso a medicamentos, saúde mental e formação de profissionais.
Durante a conferência, o Brasil apresentou iniciativas que vêm fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliando a capacidade de resposta do país em áreas estratégicas. A agenda também consolida a retomada da presença do governo do Brasil, sob a liderança do presidente Lula e do ministro Alexandre Padilha, nos fóruns multilaterais de saúde, com defesa de políticas públicas baseadas na ciência, cooperação internacional e soberania sanitária.
“Apresentamos aos países ibero-americanos as ações que o Brasil vem desenvolvendo para fortalecer o SUS, ampliar o acesso a tecnologias e preparar o sistema para os desafios do futuro. É muito significativo ver o país voltar a ser ouvido e reconhecido internacionalmente, com experiências que servem de referência para outras nações”, afirmou Massuda.
No primeiro dia, o secretário-executivo participou da reunião ministerial sobre financiamento dos sistemas de saúde e saúde global. No debate, o Brasil compartilhou a experiência de retomada dos investimentos públicos no setor e os impactos observados na recuperação da cobertura vacinal, ampliação da produção de cirurgias e fortalecimento da capacidade de resposta do SUS.
No segundo dia, a delegação de ministros foi recebida por rainha consorte da Espanha, Letizia Ortiz Rocasolano. Durante o encontro, Massuda destacou a política nacional para doenças raras desenvolvida pelo SUS, com ampliação da rede de cuidado, incorporação de medicamentos e terapias avançadas, expansão do diagnóstico genético e investimentos em inovação e produção nacional de tecnologias em saúde. O representante brasileiro também ressaltou os desafios relacionados à sustentabilidade financeira e ao acesso a tratamentos de altíssimo custo.
Ao longo da programação, o secretário-executivo participou de quatro sessões temáticas. Na discussão sobre prevenção, preparação e resposta a emergências sanitárias, apresentou ações do Brasil para fortalecer a vigilância em saúde, a atenção primária e a capacidade de resposta a crises sanitárias e climáticas. Entre as iniciativas, destacou o AdaptaSUS, voltado à adaptação do sistema de saúde às mudanças climáticas, e a defesa da criação de mecanismos internacionais de financiamento para prevenção e resposta a pandemias.
Na sessão sobre produção local e acesso equitativo a medicamentos, o Brasil destacou investimentos no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, incluindo produção nacional de vacinas e medicamentos estratégicos. Também apresentou a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, iniciativa liderada pelo país para ampliar a cooperação internacional e reduzir desigualdades no acesso a tecnologias em saúde.
No debate sobre saúde mental, Massuda ressaltou que o tema se tornou um dos principais desafios contemporâneos para os sistemas públicos, especialmente após a pandemia. O secretário-executivo apresentou a experiência brasileira com a Rede de Atenção Psicossocial, a expansão dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as ações do governo federal para enfrentar desafios recentes, como os impactos das apostas on-line na saúde mental e o fortalecimento da rede comunitária de cuidado.
Já na sessão sobre capacitação de profissionais da saúde, o secretário-executivo destacou medidas para ampliar a qualificação da força de trabalho no SUS, com expansão de residências médicas e multiprofissionais, o fortalecimento da formação em áreas estratégicas e a regulamentação da formação de sanitaristas. O programa Agora Tem Especialistas foi citado como uma das iniciativas voltadas à ampliação da formação de especialistas e ao fortalecimento da atenção especializada.
“A experiência brasileira mostra que preparar o sistema para emergências, ampliar o acesso a medicamentos, investir em saúde mental e formar profissionais são ações conectadas para garantir soberania sanitária e fortalecer o cuidado à população. O SUS segue como referência internacional por sua capacidade de oferecer uma resposta integral e universal”, destacou Massuda.
A participação brasileira na conferência reafirma o compromisso do país com uma agenda de saúde global baseada na cooperação entre nações, no fortalecimento dos sistemas públicos e na construção de respostas conjuntas para desafios que ultrapassam fronteiras.
A comitiva brasileira contou ainda com a participação de Eduardo Kaplan Barbosa, diretor do Departamento de Economia e Investimentos em Saúde (DESID/SE/MS), e de Selma Andrade Sollero, da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais (AISA/MS).
Thamirys Santos
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde














































