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Morador de Goianésia é preso em “Operação Postulatio” que apura atuação de organização criminosa suspeita de golpe de mais de 2 milhões

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Policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes – CORF, com o apoio de unidades do Departamento de Polícia Especializada – DPE – e da Polícia Civil de Goiás – PCGO, deflagraram, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação Postulatio. O objetivo é desarticular uma organização criminosa que teria aplicado golpe do precatório e dado prejuízo às vítimas de mais de R$ 2 milhões.

Os alvos são acusados de prática de crimes como falsidade ideológica (pena de 1 a 3 anos), falsificação de documento (pena de 2 a 6 anos), uso de documento falso (pena de 2 a 6 anos), estelionato (pena de 1 a 5 anos) e lavagem de dinheiro (pena de 3 a 10 anos).

Até as 09h00 de hoje, 11 pessoas foram presas, além da apreensão de seis veículos, documentos diversos, objetos eletrônicos, relógios e máquina de contar dinheiro, entre outros objetos.

De acordo com as investigações, os suspeitos, mediante a produção e uso de documentos falsos, se passavam por titulares de um precatório – espécie de requisição de pagamento de determinada quantia a que a Fazenda Pública/Estado foi condenada em processo judicial – e vendiam, com desconto, este direito futuro de receber do Estado à terceiros. Tais precatórios eram de ações judiciais no Pará, Minas Gerais, Tocantins e Sergipe.

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Os documentos falsos também eram utilizados para que os suspeitos abrissem contas em uma instituição bancária no Distrito Federal, onde os valores eram depositados, para produzirem procurações em diversos cartórios e criarem empresas (na área de alimentação, beleza, construção e eventos), onde o dinheiro era lavado.

Os integrantes da organização criminosa possuem várias identidades, CPF e CNPJs. Um deles, por exemplo, tem seis identificações. As vítimas somente tomavam conhecimento do golpe quando se habilitavam no processo judicial. As investigações tiveram início em outubro de 2019 e, até o presente momento, foram identificadas oito vítimas, tanto pessoas jurídicas quanto advogados, de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

São cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na Asa Norte, Lago Sul, Águas Claras, Arniqueira, Sobradinho, Gama, Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Goianésia (GO) e Santo Antônio do Descoberto (GO).

O nome da operação remete ao fato de pedir insistentemente, solicitar ou suplicar. São mobilizados 150 policiais.

Um dos alvos presos suspeito de integrar a quadrilha foi um goianesiense que já havia sido preso em janeiro quando a Polícia Civil de Goianésia deflagrou a “Operação Ostentação”. Na ocasião, os policiais deram cumprimento a mandados de prisão e de busca e apreensão no domicílio do indivíduo, no Setor Universitário, que vinha sendo investigado pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e crimes contra a relação de consumo (produtos falsificados).

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De acordo com a polícia, durante as investigações, a inteligência da Polícia Civil constatou que o investigado possuía, além de seu verdadeiro nome, outras duas falsas identidades, com nomes, CPFs e RGs distintos, os quais possuíam vínculos com empresas ativas, contas bancárias, além de alguns veículos, inclusive um avaliado em R$ 150 mil.

Naquela operação foram apreendidos no interior da residência diversos aparelhos eletrônicos, equipamentos de informática e periféricos que eram utilizados no cometimento dos crimes, porém, o que chamou a atenção dos investigadores foram duas máquinas utilizadas na fabricação de cartões magnéticos (cartões de crédito/débito), confirmando assim a atuação do suspeito em fraudes com cartões.

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